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  • A democratização da internet

    Por Suillany Cunha Barbosa (Estudante)

    Desde a Roma Antiga, até o século XX, o conhecimento foi privado à elite. Todavia, com a Revolução Técnico-Científico-Informacional, em 1970, e a Guerra Fria, em 1985, ocorreu uma expansão tecnológica e inovadora que possibilitou o acesso à Internet para uma boa parte da população. Nesse contexto, é evidente que o advento da tecnologia auxiliou no fator educacional na sociedade. Porém, ainda existem disparidades que impedem a democratização da rede.
    É preciso pontuar de início que a internet proporcionou um vasto campo de possibilidades. Na educação, houve a ampliação ao ensino superior através de através de portais de faculdades a distância que trouxeram flexibilidade e praticidade a várias pessoas, e, com isso, uma mudança da realidade delas, o chamado EAD - Ensino a Distância. Todavia, a desigualdade social ainda é um impasse para que todos consigam adquirir educação e ensino de qualidade.
    De fato, esse meio de comunicação ainda é uma questão a ser analisada e aprimorada. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio - PNAD, as pessoas de baixas classes sociais são as que têm menos contato com a rede de comunicações. Embora a Organização das Nações Unidas já tenha declarado o acesso à internet como direito fundamental aos cidadãos, alguns locais ainda sofrem com infraestrutura precária, e sem nenhum sinal de área.
    Diante do exposto, faz-se necessário agir para resolver essa problemática. O Governo Federal deve criar programas para levar sinal e computadores às localidades mais carentes e disponibilizar internet de graça em lugares públicos, como rodoviárias e praças públicas para alcançar um número maior de usuários.
    Ademais, é preciso investir na criação de projetos sociais para fornecer aulas e cursos para todas as faixas etárias, visando diminuir o número de pessoas sem internet a fim de que elas possam usufruir dos benefícios da rede, ampliando a participação social rumo ao exercício pleno da cidadania.
    (Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte)

  • A democratização da internet

    Por Karen Eduarda Costa (Estudante)

    Em 2011, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que o acesso à internet é um direito de todos. Essa rede vem se tornando imprescindível, devido à modernização da sociedade. Porém, será que todos têm acesso a ela da forma mais correta possível?
    Em primeiro lugar, deve-se analisar que a partir da Revolução Industrial o ser humano fica cada vez mais preso às máquinas, e desde a chegada da internet em 1969 essa lógica se repete. O espaço virtual traz muitas vantagens, economizando tempo, melhorando as comunicações, com um amplo acesso à informação, entre outros, contudo, mesmo sendo necessária, ainda é muito excludente, pois não ocorre a disponibilização pelo governo e com preços elevados, fora o seu próprio preço, visto que para acessá-la é preciso também um aparelho eletrônico.
    Além disso, vale ressaltar também a pandemia que assola o mundo. Com ela veio a quarentena, ou seja, todos devem ficar em casa para a menor propagação da doença. Com isso, a melhor forma de resolver suas necessidades é com o uso da internet, prejudicando assim aqueles que não têm acesso a ela, impossibilitados de trabalhar on-line, assistir à aula remota, entre outros. Por isso, o acesso à rede torna-se fundamental em tal período.
    Fica evidente, portanto, a necessidade do acesso às redes por todos. Para isso, o Governo juntamente com as ONGs deve criar projetos para distribuir aparelhos eletrônicos aos mais necessitados. Cabe também a eles, estabelecer pontos em cada cidade para que se ofereça internet com livre acesso. Tais ações em prática ajudarão a concretizar o direito promulgado pela ONU.
    (Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte

  • A democratização da internet

    Por Liedson Leal de Oliveira (Estudante)

    A internet é o principal meio de comunicação e de transmissão de informações no mundo. A cada ano se torna mais importante e necessária, sendo assim indispensável para o funcionamento e a boa relação da sociedade.
    Cerca de 25% da população brasileira não tem acesso ao mundo virtual. Essa é uma parcela considerável do povo brasileiro, portanto é inaceitável que em 40 anos de implementação do sistema no país, ainda haja tamanha exclusão digital.
    Desde o início da pandemia do novo coronavírus, a internet se tornou o meio de comunicação necessário para promover o direito à educação, imposto por lei no Estatuto da Criança e do Adolescente. Porém, a realidade é outra e quase 5 milhões de crianças e adolescentes não estão usufruindo do seu direito por não terem acesso à internet.
    Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o acesso à internet é um direito fundamental do ser humano, independente da sua classe social, tal que é um direito do homem, e não somente do homem rico e privilegiado.
    Além do problema da exclusão digital, ainda é notável a desinformação referente a esse assunto, o chamado analfabetismo digital. É necessário que o Governo invista em projetos na rede pública de ensino educacional. A implementação de cursos de informática ou de outras áreas da tecnologia é um dos pontos a ser seguido.
    Para os que não têm condições de pagar por uma internet de qualidade, o Governo Federal, em colaboração com operadoras de celular, poderia fornecer chips solidários com internet gratuita. Já que 81% dos brasileiros possuem telefone móvel, de acordo com pesquisa do IBGE, de 2019, tal ação reduziria a exclusão digital no nosso país.
    (Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte)

  • A democratização da internet

     Por Kauan Vitor Colares Alves (Estudante)

    O documentário “Freenet” dirigido por Pedro Ekman, retrata o uso da Internet no Quênia, Índia, Estados Unidos, China, Brasil e Uruguai, mostrando iniciativas e obstáculos para a democratização do acesso à internet. A realidade atual brasileira ao acesso à rede mundial de computadores está reservada a uma pequena parcela da população. Nesse ponto de vista, observa-se que a popularização das redes reflete um cenário desafiador.
    Inicialmente, é apropriado pontuar que o estado virtual trouxe maior contato e rapidez no que se diz respeito à divulgação de informações, entretanto ela não atinge a totalidade da sociedade. De acordo a pesquisa TIC Domicílios, realizada pelo Centro Regional e Estudos para Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), em 2019, 74% da população tinha acesso à internet, o que correspondia a 134 milhões de pessoas e 71% dos lares do país. A pesquisa ainda indica que a cada cinco pessoas, uma afirma que só consegue acessar a internet através da rede emprestada do vizinho. Dessa forma, é evidente que a desigualdade social afeta as camadas mais pobres, dificultando a universalização da internet.
    Em segundo lugar, as redes de comunicação se tornaram uma forma de participação demográfica de discussões políticas e sociais nas redes. A lei 12.965/14 (Marco Civil da Internet) trata a respeito do direito da conexão à rede, que é necessário para o exercício da cidadania e explícito a todos. Contrário a essa prerrogativa, a exclusão de parte das pessoas entra em desacordo com a lei, uma vez que se faz necessária intervenção à integralidade desse direito específico e que é dever do Estado fornecer tal conexão.
    Portanto, é necessário que o Governo acione o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações para que através da análise das demandas da sociedade, estabeleça projetos de desenvolvimento econômico focado nos seguimentos sociais carentes. Dessa forma, o acesso à tecnologia será ampliado e por sua vez a exclusão digital será minimizada.
    (Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte)

  • A democratização da Internet no Brasil e a promoção da cidadania

    Por Yasmin Cartaxo (Estudante)

    O Marco Civil da Internet de 2014 é a lei que regula o uso da internet no Brasil, estabelecendo direitos e deveres dos usuários, bem como o governo deve agir. A lei definiu que o acesso à internet é essencial para o exercício da cidadania, todavia cerca de 70 milhões de brasileiros apresentam conexão precária. Dessa forma, é necessária a maior atuação do Estado para melhorar e universalizar esse serviço, visando a redução das desigualdades sociais.
    Com a pandemia do SARS COV-2, as atividades estão sendo realizadas pela “web”, a exemplo das aulas remotas e o cadastro do auxílio emergencial. Indubitavelmente, percebe-se a importância desse recurso como fonte de informação. Outro fator é que muitos cidadãos utilizam apenas a franquia de dados, na maioria das vezes restrita a certos aplicativos. Assim, não adquirem diferentes fontes de informação gerando a disseminação de “fake news” e prejudicando a promoção de uma cidadania efetiva.
    O Marco das Teles, aprovado pelo Senado, deveria ser utilizado para implementação de infraestrutura nas áreas carentes e definição das ações que devem ser tomadas pelas empresas de telecomunicações, porém o projeto segue estagnado, enquanto locais isolados possuem carência de um sinal constante e até mesmo de energia elétrica. Diante disso, a inclusão digital é fundamental.
    Portanto, é primordial a criação de um plano contínuo de conectividade que seja aplicado sucessivamente pelos governos, em parceria com a esfera privada e estatal. O FUST (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) deve ser liberado para as operadoras privadas também, promovendo a universalização da banda larga e telefonia móvel, implementando mais espaços públicos de conexão. Nas escolas, deve ser inserido na BNCC (Base Nacional Comum Curricular) o letramento digital, a fim de formar cidadãos tecnológicos. Assim sendo, objetiva-se a democratização da internet e o desenvolvimento da cidadania.
    (Texto produzido na Oficina de Redação do professor José Roberto Duarte)

  • A realidade da pandemia no Brasil

    A realidade da pandemia no Brasil
    Por Sarah Maria Oliveira (Estudante)

    A doença infecciosa e altamente contagiosa, causada pelo vírus SARS-CoV-2, chamada de Covid-19, alastrou-se em uma escala global no ano de 2020. Fez-se necessário, então, mudanças na vida da sociedade, para evitar o contágio e o agravamento para morte. Porém, o governo tem combatido de forma ineficiente, com atitudes desprezíveis e lentas, e a população sofre com as consequências devastadoras causadas pela pandemia.
    Primeiramente, o Governo Federal brasileiro realiza ações que não conseguem combater a pandemia. A lentidão na compra e distribuição da vacina, a propagação do “kit Covid” sem eficácia comprovada, a figura do presidente causando aglomerações e sem o uso de máscara, não investimento em unidades hospitalares que tratam a doença, falta de auxílio eficiente para manter a população isolada em casa, são exemplos das ineficiências do governo. O resultado são os alarmantes números de mortos, o desemprego e a fome.
    Além disso, a pandemia afeta a saúde mental dos indivíduos. O cenário de incertezas e o corte inesperado das relações sociais do cotidiano prejudicaram de forma drástica a sociedade, causando aumento exponencial nos casos de depressão, ansiedade e estresse. Um estudo realizado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) revelou um aumento de 90% nos casos de depressão; já o número de pessoas com ansiedade e sintomas de estresse agudo dobrou entre os meses de março e abril de 2020.
    Diante do cenário caótico, cabe ao Governo Federal investir na vacinação da população, comprando e distribuindo de forma eficiente as vacinas, além de proporcionar meios econômicos eficazes para manter a população isolada em casa, com auxílios emergenciais condizentes com preço atual para gastos básicos. Cabe à população obedecer à orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), usando máscara e álcool em gel como forma preventiva, além de evitar aglomerações. Cabe ao Ministério da Saúde distribuir verba aos hospitais que tratam a Covid, para comprar equipamentos e medicamentos necessários. Tais medidas visam a diminuir o número de infectados e de mortos pela doença.
    (Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte)

  • Ansiedade e depressão em tempos de pandemia

    Por Rebeca Martins Teixeira (Estudante)

    Doenças mentais, já classificadas como doenças do século XXI, foram intensificadas com as preocupações da pandemia do Covid-19. Dessa forma, muitas pessoas desenvolveram ou ampliaram seus sintomas de depressão e/ou ansiedade, principalmente. De acordo com a revista inglesa The Lancet, os casos de ansiedade e estresse dobraram e os de depressão aumentaram 90%.
    Com tratamentos interrompidos, falta de atividades físicas ou contato com a natureza, além de constantes notícias alarmantes, as novas preocupações com o vírus e com os familiares são os principais motivos para adquirir algo mais grave do que o usual. Contudo, são doenças com diagnóstico, tratamento, e condições para a cura, apesar de ainda vistas com estranheza pela maioria da população, pela falta de conhecimento; o que prejudica quem está em busca de melhora, com comentários ruins e negativos, feitos geralmente dentro da própria família, em especial, os mais velhos.
    É preciso entender e aceitar as condições da situação atual e seus desdobramentos, para que assim as pessoas possam se cuidar ou procurar ajuda se necessário. Dessa maneira, a Organização Mundial da Saúde indica alguns hábitos para o combate aos problemas psíquicos, como: evitar muitas notícias, e “fake news”; manter uma rotina e dieta saudáveis, comunicar-se com os outros e ter cuidado com os exageros perigosos.
    Portanto, visto à necessidade para cuidar do psicológico na pandemia, o Ministério da Saúde, por meio das Prefeituras, deve disponibilizar nos postos de saúde psiquiatras e psicólogos. Ademais, as mídias sociais com as ONGs devem promover campanhas para diagnóstico próprio e cuidados principais, levando conhecimento a quem precisa.
    Dessa forma, espera-se que com as medidas tomadas a qualidade de vida e a saúde mental dos brasileiros possam melhorar.
    (Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte)

  • Ansiedade e depressão em tempos de pandemia

    Por Rafaella Magalhães Diniz (Estudante)

    Em meados de 2019, surgiu em Wuhan, na China, o vírus que em questão de meses ocasionou uma pandemia que afeta o mundo e eventualmente a saúde mental de pessoas, agravando ainda a situação de portadores de distúrbios.
    De acordo com dados da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, os casos de depressão cresceram 90% durante o isolamento social no ano de 2020. Ademais, o Brasil lidera as ocorrências de distúrbios mentais, segundo a Universidade de São Paulo. Os profissionais de saúde são um dos grupos mais prejudicados nesse período devido à pressão que sofrem diariamente e o cansaço excessivo decorrente da rotina exaustiva na tentativa de tentar aliviar os danos causados pelo vírus.
    O filme “Por lugares incríveis” retrata a história de uma jovem portadora de severa depressão, que encontra seu refúgio em um garoto que também sofre com a doença. Eles se apaixonam e vivem uma história de amor se ajudando. Entretanto, um deles acaba perdendo a batalha contra a doença e comete suicídio. Bem como ocorre na obra, os jovens, que são o grupo mais vulnerável com distúrbios do tipo, tais como depressão e ansiedade, podem retirar do filme a reflexão da importância de amparar as pessoas ao redor nesse período conturbado.
    Portanto, analisando o atual cenário do país em relação ao assunto abordado, cabe ao Ministério da Saúde, por meio de parcerias como com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), a criação de um sistema de amparo psicológico com sessões de terapia grátis para pessoas que não podem bancar tal serviço. O Ministério da Educação pode implementar psicólogos em escolas públicas para dar assistência a alunos que não possuem fonte de ajuda. Outro ponto fundamental é a intervenção do Conselho Federal de Medicina na manutenção e aprimoramento de tais projetos.
    (Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte)

  • As consequências do descarte negligente do lixo eletrônico

    As consequências do descarte negligente do lixo eletrônico

    Luma Araújo de Oliveira (Pré-universitária)

    Atualmente, percebe-se o contínuo lançamentos de produtos tecnológicos, desde aparelhos domésticos a novas formas de entretenimento. Assim sendo, torna-se necessário o debate a respeito de como esses diversos eletrônicos estão sendo descartados, principalmente quando o sistema atual se utiliza de técnicas comerciais como a obsolescência programada, não dando importância ao meio ambiente que está sendo continuamente prejudicado.

    Por tratar-se de lixo eletrônico, o fator que mais dificulta a sua reciclagem, é a diversidade de materiais utilizados em sua fabricação, muitos destes constituídos por substâncias químicas tóxicas, como o chumbo e o mercúrio. Quando descartados incorretamente, acabam por contaminar o solo e depósitos fluviais próximos, prejudicando a biota da região, além da possibilidade de ocorrerem queimadas.

    Os danos contra a saúde humana também são consequências do descarte irregular desses resíduos. A acumulação de materiais pesados no organismo pode causar problemas respiratórios, nervosos e diversas outras doenças graves, como o câncer. O Brasil, além de ter sido apresentado pelas Nações Unidas como o sétimo país do mundo que mais produz lixo eletrônico, também lidera em mortalidade anual e incidência de diversos tipos de câncer; números que estariam interligados, como muitos especialistas afirmam.

    Com base no que foi apresentado, faz-se necessária a tomada de medidas preventivas. O destino correto deveria ser o primeiro passo a ser incentivado à população, realizado por meio através da conscientização, feita pela própria família, escola ou governo, por meio de palestras educacionais, propagandas instrucionais etc. O próximo passo a ser seguido seria a reciclagem desses materiais, destinados posteriormente à remanufatura. Outra alternativa que tem sido muito apontada seria a “logística reversa”, cuja empresa fabricante do produto estaria responsabilizada a recebê-lo quando este se torna obsoleto, destinando-o corretamente ao reaproveitamento ou ao descarte.

    Nota-se, assim, que teoricamente há uma diversidade de formas de se reverter essa situação, basta para muitos países, a iniciativa de sair da teoria e começar a usá-la na prática.

    *Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte

  • As consequências do descarte negligente do lixo eletrônico

    As consequências do descarte negligente do lixo eletrônico

    Viviane Isídio (Pré-universitária)

    O filme “Wall-e” tem como cenário principal um planeta desabitado e tomado por lixo, cujo protagonista, o robô Wall-e, tem a tarefa de compactar o lixo e deixar o planeta habitável novamente, mas essa tarefa já dura 700 anos. Fora da ficção, o cenário global tem sido alvo de muita preocupação, pois as atitudes das pessoas têm sido opostas às que o filme alerta quanto à responsabilidade de cada um sobre o consumo consciente e descarte correto de resíduos eletrônicos.

       O lixo eletrônico é relativamente novo, visto que somente depois do processo de Revolução Industrial ocorrido no século XVIII é que a necessidade de praticidade e comunicação rápida se tornou essencial. No entanto, com isso houve um aumento significativo do ritmo de consumo e as empresas pensando em um maior lucro acabam diminuindo a vida útil dos eletrônicos, induzindo os clientes a trocarem seus aparelhos por novos, estimulando assim o consumo exacerbado, acarretando o acúmulo de matéria ou mesmo o descarte incorreto.

       O descarte correto de eletrônicos deveria ser responsabilidade das empresas, pois sem ter um lugar apropriado as pessoas acabam descartando em lixões a céu aberto e o lixo em contato direto com o solo contamina-o, deixando-o impróprio para a agricultura e contamina também os lençóis freáticos, deixando-os inutilizáveis para o consumo.

       Portanto, é necessário que o Governo desenvolva palestras de reeducação ambiental para que as pessoas tomem consciência e só comprem o essencial para evitar o acúmulo. É importante também que as empresas desenvolvam métodos de descarte correto, distribuam em diversos lugares e tomem como exemplo a empresa Apple que no desenvolvimento no seu mais novo modelo de celular resolveu retirar os carregadores e fones para que os usuários reutilizem os antigos a fim de diminuir a emissão de carbono e de lixo eletrônico.

    Com essas ações, o cenário de “Wall-e” permanecerá na ficção.

    *Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte

  • Caminhos para a prevenção do suicídio no Brasil

    Por Lícia Bezerra (Estudante)

    O filme “Por lugares incríveis”, criado pelas autoras Jennifer Niven e Liz Hannah, lançado em 2020 e disponível na plataforma digital Netflix, retrata a história da protagonista com desejo de tirar sua vida. Fora da ficção, a realidade é semelhante, visto que o suicídio é uma das principais causas de morte no Brasil, em específico, relacionado aos transtornos mentais. Dessa forma, é notória a negligência governamental referente ao apoio e aos meios de ajuda para prevenir o autoextermínio.
    Em primeira análise, vale ressaltar que a Constituição Federal de 1988 instituiu a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio. Entretanto, na prática essa não é corretamente executada, tendo em vista a ausência de programas assistenciais eficazes, a falta de ajuda psicológica e de incentivo pelo poder público. Assim sendo, gera consequências como o aumento no número de casos de suicídio no país. À vista disso, é necessário que o governo invista em políticas públicas eficazes, com a intenção de atenuar os índices de autocídio no território.
    Diante do exposto, ainda, é importante ajudar-se psicologicamente com ajuda da leitura de livros, além de atividades de lazer que evitem o ócio e, consequentemente, pensamentos inapropriados. Faz-se necessário, ademais, a consulta frequente com psicólogos e psiquiatras, visto que 97% dos casos de suicídio estão relacionados aos transtornos mentais, segundo a Revista Veja Saúde. Isto posto, é imprescindível a intervenção do Estado na promoção da saúde mental e do bem-estar da população.
    Destarte, compete ao Ministério da Saúde a responsabilidade de criar programas de saúde. É preciso que se ampliem os atendimentos dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), abrangendo a todas as cidades da nação. Outrossim, é importante a colaboração do Estado no que se refere a atividades do bem-estar social, por isso torna-se fulcral a criação de centros de lazer, ginásios poliesportivos e de bibliotecas gratuitas, a fim de evitar o ócio e promover melhor saúde mental aos indivíduos, assim, atenuando os pensamentos negativos e o suicídio.
    (Texto produzido na Oficina de Redação do professor José Roberto Duarte)

  • Desdobramentos da relação dos jovens brasileiros com os “games” violentos

    Desdobramentos da relação dos jovens brasileiros com os “games” violentos
    Por João Vítor Alves (Estudante)

    O chamado distúrbio dos “games” é considerado uma doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Embora isso seja um problema com uma alta taxa de crescimento, a discussão sobre a relação dos jovens com os “games” violentos vai muito além de definições e estatísticas. Seguindo tal lógica, é realmente correto afirmar que os desdobramentos da violência nos jogos corroboram para o comportamento negativo dos usuários na realidade?
    Em uma primeira análise, é preciso entender que a influência midiática pode promover diversas consequências, contudo, segundo um estudo da Universidade de Oxford, não há ligação entre “games” violentos e agressões físicas na vida real. Assim, caso o indivíduo tenha inclinação para cometer ações agressivas, qualquer situação cotidiana pode servir de “gatilho”. Nesse sentido, é errôneo associar os jogos eletrônicos como causa de massacres em escolas, assim como fez o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as mortes em alvo de dois atiradores, um na cidade de El Paso, Texas; outro em Dayton, Ohio, que resultaram em 31 mortos e mais de 50 feridos, em 2019.
    Ademais, vale ressaltar a importância de muitos jogos no desenvolvimento intelectual de crianças e adolescentes. O jogo “God of War” reforça o aprendizado das mitologias grega e nórdica, já o jogo “Assassin’s Creed” integra o jogador com importantes momentos históricos da humanidade. Ambos são classificados como violência explícita, todavia ajudam efetivamente na propagação de conhecimento histórico.
    Fica claro, portanto, que é preciso haver mudanças no modo de pensar sobre a relação do jovem com os jogos violentos. A família deve acompanhar, de forma não intrusiva, o consumo de jogos eletrônicos por parte dos jovens por meio da instrução correta de uso a fim de mitigar a utilização inadequada e o consumo indevido à faixa etária. Além disso, o Governo precisa promover o uso consciente dos jogos e estimular a educação por meio deles, já que é um método dinâmico, para que haja o aprendizado e a absorção efetiva dos conteúdos presentes nesses games, por intermédio da propaganda informativa da correta utilização. Dessa forma, os desdobramentos negativos dos jogos, mesmo os violentos, serão exterminados.
    (Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte)

  • Ditadura nunca mais!

    Ditadura nunca mais!
    Por Roberto Filho (Estudante)*

    “Que tempos são esses, em que temos que defender o óbvio?”. Esse é o famoso questionamento levantado pelo ilustre dramaturgo e poeta alemão Bertold Brecht, cuja obra tem forte caráter crítico à política elitista e excludente do século XX. A resposta para tal indagação seria: são tempos infelizes, cretinos mentirosos e projetos de déspota usufruem da delinquência e declaram seu mais profundo amor ao autoritarismo, ao mesmo tempo que promulgam seu rancor pelo poder popular (infelizmente quase apagado da realidade) e se alimentam de inverdades, canalhices e do desespero dos desafortunados.
    Primordialmente, porém, precisamos entender que a sede por poder vinda não só da classe militar mas também de outros setores como políticos e elites não é um fato recente. Desde os primórdios da nação que conhecemos atualmente como Brasil, conflitos sociais e ideológicos são incentivados em prol da manutenção do domínio de poucos (classes dominantes) em cima de muitos (nós, classe popular). Dois exemplos disso estão presentes em épocas não tão distantes da atual realidade do povo brasileiro, sendo esses o que conhecemos simbolicamente como “1937” e “1964”, ditaduras sanguinárias que abusaram do falso moralismo e da farsa da “Ameaça Comunista” durante o contexto da ascensão do movimento operário e da Guerra Fria, respectivamente. Em ambas as ocasiões, a escória golpista das Forças Armadas, da casta política nacional e das elites urbanas e agrárias estavam diretamente envolvidas, pregando falsas alegações e promovendo atos de violência como torturas, assassinatos e prisões arbitrárias para quem se opusesse a tamanhas atrocidades.
    Portanto, com essa realidade em mente, para resolver tamanha crise será necessário mais do que conversamos entre nós a respeito do assunto como se fosse uma casualidade de botequim. O principal medo daqueles que odeiam o povo é que o povo descubra que tem mais poder do que qualquer arma inventada pelo ser humano. Basta de termos que acordar todos os dias com a imposição de políticas que destroem os nossos direitos e legalizam nossa exploração descaradamente. Basta de aceitarmos que nossas almas e corpos sejam vistos apenas como produtos a serem vendidos por aqueles que detêm o capital e usufruem dele como usufruímos de nossos assentos sanitários. Basta de termos medo de agir, pois aqueles que nos odeiam têm medo que não tenhamos medo. Por isso, temos o dever de lutar por um país mais justo, democrático, popular e unificado, mas principalmente o dever de lutar pelos nossos direitos civis e pela liberdade, através da radicalização dos setores civis e dos movimentos sociais (nós mesmos).
    Só assim, nunca mais iremos repetir os erros que nos assombram, para que a liberdade fique acima de tudo e o povo acima de todos. Viva o Brasil!
    *Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte

  • Excesso de trabalho e saúde mental

    Excesso de trabalho e saúde mental

    Carlos Eduardo (Pré-universitário)

    A síndrome de Burnout, também conhecida como síndrome do esgotamento mental, é uma das doenças que mais causam afastamento profissional da atualidade. Em 2017 foram 48 pedidos de auxílio doença por esse motivo, segundo dados da Secretaria de Previdência. É uma enfermidade que afeta o psicológico do indivíduo, dificultando o sono e o relacionamento social.

    Os profissionais das áreas de educação, saúde, policiais, bombeiros, agentes penitenciários e mulheres correm maior risco de adquirir o transtorno, devido à importância e à intensidade da profissão. Uma pesquisa realizada pelo Ibope em 2013 revelou que 98% dos brasileiros se sentem cansados mental e fisicamente. Entre eles, os jovens de 20 a 29 anos dominam a maior fatia dos exaustos.

    A síndrome de Burnout afeta o indivíduo de diferentes formas, como complicações no sono, sendo necessário o uso de remédios para dormir, dificuldades para se relacionar com outras pessoas, dor de cabeça, enjoos, e em casos mais severos é possível adquirir ansiedade e depressão. Diferente do estresse, causa apenas variação de humor. 

    Mudanças são necessárias, de imediato, a fim de melhorar a saúde mental e profissional da população. Urge a parceria dos agentes de saúde com as grandes corporações, disponibilizando ajuda médica aos profissionais e ofertando palestras e orientações sobre a síndrome de Burnout, a fim de evitar esse malefício. Por fim, o Estado deve investir em academias e espaços “zen”, para que os funcionários desfrutem um momento de lazer. Tais medidas irão assegurar que a saúde mental mantenha-se saudável, além de melhorar a qualidade de vida e a recuperação de em- prego dos afetados pela síndrome.

    * Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte

  • Impactos da ausência do saneamento básico na vida escolar das crianças e adolescentes

    Impactos da ausência do saneamento básico na vida escolar das crianças e adolescentes

    José Victor Dantas dos Santos (Pré-universitário)

    Em pleno século XXI, é alarmante que, em contraposição aos avanços democráticos no que tange à garantia dos direitos humanos, persista a precariedade e ausência do acesso ao saneamento básico no Brasil. Nesse contexto, é preocupante a continuidade desse problema, haja vista o nocivo impacto na formação educacional e na vida escolar de crianças e adolescentes, como o atraso em desenvolvimento individual - cognitivo, social -, causado pelo acesso desigual à água tratada, à coleta e ao tratamento de esgotos. Com efeito, a deficiência histórica das estruturas de saneamento do País inviabiliza o principal direito da criança: o à educação. A esse respeito, o processo de industrialização brasileiro, desde o século XX, ocorreu de forma abrupta nos principais centros urbanos nacionais, onde se concentraram os aparelhos culturais, sociais e públicos mais representativos - museus, cinemas, igrejas, hospitais -, e, em virtude disso, diversos serviços, como o de saneamento, ficaram restritos às áreas mais ricas e populosas do país. Ora, esse cenário do século passado ainda é realidade no país, na medida em que substancial parcela da população ainda não tem acesso a tais serviços em suas comunidades, sobretudo nas carentes, onde é acentuado o processo de marginalização social, o que favorece a desigualdade social e dificulta o aprendizado de milhões de jovens. Outrossim, a insuficiência do acesso ao saneamento é fruto da estagnação econômica brasileira e de um falho ciclo de investimentos por parte do poder público. Sob essa perspectiva, o investimento em pesquisa possibilitaria descobertas tecnológicas. Novas tecnologias impulsionariam a economia. Uma economia em crescimento, mesmo este sendo pequeno, poderia destinar finanças ao suprimento, de forma integral, do serviço de saneamento básico a jovens brasileiros, e, também, à realização de novas pesquisas. Logo, entende-se que a ineficácia de investimentos públicos afeta a vida de muitas crianças e adolescentes, de modo que, sem apoio do Estado, têm seus direitos, como à educação e à saúde, fragilizados e desrespeitados, o que é grave. Urge, portanto, que o saneamento seja garantido a todos os estratos de renda, sob pena de prejuízos à educação brasileira. Para tanto, o poder público deve realocar finanças para as estações de tratamento de esgoto, públicas e particulares, por meio de investimentos direcionados, bem como realizar parcerias público-privadas, com o intuito de realizar a construção, manutenção e aprimoramento das estruturas de saneamento em centros urbanos, principalmente nas áreas marginalizadas, com intuito de garantir o saneamento de forma irrestrita e amenizar os prejuízos à formação educacional de jovens brasileiros. Tais medidas farão com que a deficiência estrutural, fruto de heranças históricas, seja mitigada, que o ciclo de investimento do Estado seja consolidado, e que os direitos humanos de crianças e adolescentes deixem de ser negligenciados.

    *Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte

  • Impactos da ausência do saneamento básico na vida escolar das crianças e adolescentes

    Impactos da ausência do saneamento básico na vida escolar das crianças e adolescentes

    Carlos Eduardo (Pré-universitário)

    O Dia das Crianças comemora os direitos das crianças e adolescentes, além de conscientizar os cuidados necessários durante esse período de vida. Entretanto, segundo o Ministério das Cidades, em 2015, mais de 35 milhões de brasileiros não tinham acesso à água tratada e cerca de 100 milhões sem coleta de esgoto, afetando a saúde e o rendimento escolar de milhares de jovens.

    A princípio, o saneamento básico, disponibilização de água potável, coleta e tratamento de esgoto, é o fator determinante na escolaridade de crianças e adolescentes. Contudo, o Brasil carece de uma infraestrutura adequada para prover essa demanda, ocasionando evasão escolar, doenças e mortes.

    A ausência de saneamento básico afeta todos os setores do país. De acordo com o Painel Saneamento Brasil, a desigualdade em anos de educação formal de um jovem com acesso à água tratada e coleta de esgoto para um sem esses recursos é de 4,1 anos. Fora isso, o setor econômico é diretamente afetado, devido a pacientes internados e pessoas afastadas por doenças.

    Mudanças são necessárias, de imediato, a fim de prover saneamento básico para crianças e adolescentes. Urge a parceria do Estado com grandes empresas, utilizando incentivos financeiros, para o desenvolvimento de projetos sanitários. Por fim, o governo deve regular a privatização das estatais, pois são ineficientes. Tais medidas irão ampliar os serviços de água e esgoto, aumentar a média de anos formais de educação e melhorar a saúde de crianças e adolescentes.

    *Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte

  • O desafio de se combater o alto índice de depressão e ansiedade no Brasil

    O desafio de se combater o alto índice de depressão e ansiedade no Brasil

    Wesley Coelho Siebra (Pré-universitário)

    Depressão e ansiedade são conhecidas como as doenças do século, por isso é imprescindível falar sobre um assunto tão sério, que vem tomando uma proporção enorme de casos dentro da sociedade. Essas doenças são causadas por diversos fatores, e podem acarretar várias sequelas. 

    Situações de estresse, solidão, consumo de álcool e drogas, doenças crônicas, dar à luz, traumas e genética, são alguns fatores que podem levar à depressão e à ansiedade. É comum o paciente alternar entre quadros de ansiedade e quadros de depressão, pois, uma condição pode gerar a outra, assim, a probabilidade de ter as duas doenças ao mesmo tempo é bastante elevada.

    A atriz Angelina Jolie, sempre foi sincera em relação a sua luta contra a depressão e ansiedade, em um dos momentos mais obscuros da sua vida, a atriz chegou a contratar um assassino profissional para matá-la, mas a pessoa contratada ofereceu um mês para ela pensar melhor. Nesse período, Angelina Jolie melhorou e desistiu da ideia. Pensamentos suicidas ou até mesmo o suicídio são os dois fatores mais preocupantes em relação a essas doenças.

    A taxa de suicídios a cada 100 mil habitantes aumentou 7% no Brasil, ao contrário do índice mundial, que caiu 9,8% segundo a OMS. Os dados provam que a sociedade precisa reforçar a campanha do Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio, que visa conscientizar as pessoas sobre o assunto, e também como evitar o seu acontecimento.

    Atentar aos sinais da depressão e ansiedade é fundamental para ajudar alguém que está passando por essa situação. Humor triste, sentimento de culpa, diminuição da energia, inquietação, perda de interesse e prazer pela vida, são alguns dos sinais a que se deve prestar atenção. O apoio familiar é fundamental e de extrema importância em casos como esse, nunca se deve tratar doenças tão sérias como frescura!

    O acompanhamento ao psicólogo e psiquiatra é necessário, uma vez que esses profissionais são pioneiros na luta contra essas doenças. A ajuda do governo para a visibilidade através de propagandas, mídias sociais, e campanhas se faz necessário, e a autoajuda é essencial para auxiliar a livrar-se das doenças.

    A depressão e a ansiedade não são frescura ou coisa de gente fraca, e sim de quem já foi forte até demais.

    * Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte

  • Os desafios em torno da doação de órgãos no Brasil

    Por José Airton Ferreira (Estudante)

    No universo da teledramaturgia e do cinema, a doação de órgãos já foi retratada em diversas produções, a exemplo da série espanhola “Vis a Vis”, exibida pela plataforma de “streaming” Netflix, na qual a personagem Sole, interpretada pela atriz Maria Isabel Diaz, vive o drama de esperar um doador para receber que um transplante de coração possa ser feito. Saindo da ficção, essa mesma situação é enfrentada por milhares de pessoas ao redor do Globo, sendo que no Brasil diversos desafios são recorrentes no tocante a essa temática.
    Referente a isso, dentre os principais fatores que geram impasses, está a não permissão da retirada de órgãos e tecidos de indivíduos que foram a óbito pelas suas famílias. Tal situação ocorre na maior parte das vezes devido à morte cerebral, o que permite preservar os seus sistemas em bom estado. Entretanto, devido à angústia e tristeza dos familiares, a oferta dessas partes não é concedida, acarretando maior tempo para aqueles que esperam, e óbito àqueles que estão em situação crítica.
    Porém, tal problemática é resolvida com eficácia em países como Espanha e Croácia, onde todos os cidadãos são considerados doadores quando falecem, contanto que se declarem, por intermédio de um documento, que não desejam fazer parte dessa ação de saúde. No território brasileiro, há a PLS 405/2012, formulada pelo senador Humberto Costa (PT-PE), que possui as mesmas condições para lidar com essa situação que as citadas anteriormente. Todavia, ainda está para ser aprovada pelas instituições legislativas. Além da dificuldade da autorização pelos parentes, ainda há grupos religiosos que se posicionam contra o ato de doar já exposto, alegando que seja uma ação proibida por se tratar de um pecado.
    Portanto, é de suma importância para se combater os desafios no transplante de órgãos e tecidos que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Saúde, promova campanhas midiáticas, divulgadas em redes sociais e canais de TV aberta, para conscientizar as pessoas a respeito da importância do transplante. Também é necessária a realização de palestras nas escolas em geral, para que desde crianças os cidadãos desenvolvam o pensamento de que é importante e urgente doar para ajudar ao próximo. Ademais, é preciso que a emenda desenvolvida pelo senador pernambucano seja aprovada pelo Poder Legislativo e sancionada pelo Executivo, para que a maioria os desafios da doação de órgãos sejam superados.
    (Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte)

  • Os desafios em torno da doação de órgãos no Brasil

    Por João Vítor Alves dos Santos (Estudante)

    Na série “Grey’s Anatomy”, são retratados diversos casos clínicos, dentre os quais destacam-se os transplantes e os desafios em torno da doação de órgãos. Já fora das telas, as dificuldades são ainda maiores. Embora o Brasil seja um dos principais doadores de órgãos do mundo, o país enfrenta constantes problemas, principalmente em relação às famílias.
    Primeiramente, é preciso compreender que os transplantes são muito importantes, já que a fila para receber os órgãos conta, somente no Brasil, com mais de 35 mil pessoas e a maioria morre aguardando sua vez. Segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, a taxa de doadores efetivos caiu em 6,5% em comparação entre o primeiro semestre de 2020 e o de 2019.
    Ademais, para que haja a doação de um “doador não vivo”, é necessária a permissão dos familiares. Desde a Colonização e a chegada dos jesuítas ao território brasileiro, a população tornou-se bastante religiosa e, devido a isso, muitos parentes não permitem a realização da retirada de órgãos. Além das crenças, as pessoas sofrem da falta de informação sobre como ocorre a cirurgia e o que é a morte encefálica, o que pode gerar a sensação de um “milagre” acontecer.
    Fica claro, portanto, que medidas devem ser tomadas para que o número de doadores cresça. Faz-se necessário, então, que o Ministério da Saúde, em parceria com hospitais e profissionais da área da medicina, invista na transmissão da importância sobre a doação de órgãos, por meio de propagandas informativas em canais abertos, além de jornais e redes sociais que instruam a população a compreender o assunto.
    Também é importante a realização de palestras educacionais para que dessa forma os brasileiros sejam conscientizados acerca dos benefícios da doação de órgãos e que fiquem cientes de que um dia poderão precisar disso.
    (Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte)

  • Os impactos das práticas cotidianas no meio ambiente

    Os impactos das práticas cotidianas no meio ambiente
    Por Bianca Alencar Rolim (Estudante)*

    A animação “Wall-e”, da produtora Walt Disney, conta a história de um robô cujo objetivo é cuidar da Terra, que está destruída ecologicamente, e achar uma planta para dar um recomeço ao local, enquanto os humanos estão em uma nave flutuando pelo espaço, na esperança de encontrar algum lugar para habitar. No entanto, fora da ficção, no que concerne à questão dos impactos das práticas cotidianas no meio ambiente, verifica-se uma lacuna na manutenção dos direitos humanos e da natureza, o que configura um grave problema. Nesse contexto, torna-se evidente como causas as indústrias, bem como o descaso da população.
    Em primeiro lugar, vale ressaltar que a industrialização é uma das principais causas desses impactos, tendo em vista que as indústrias são as principais poluidoras em corpos hídricos. Sob essa ótica, importa mencionar a série animada “Avatar: A lenda de Aang”, do canal Nickelodeon, a qual retrata, em um dos episódios, uma cidade feita sobre um rio, no qual despeja-se toda a poluição de uma indústria, resultando em um riacho completamente contaminado e impróprio para o uso, assim como para a vida, prejudicando todas as espécies que ali habitam. Tal analogia é evidente na sociedade brasileira, pois fábricas não fazem caso de como sua sujeira afetará o meio ambiente que ali convive. Assim, este fato é impeditivo para que tal problema seja solucionado.
    Além disso, evidencia-se que há, no Brasil, uma nociva falta de debate sobre esse tema, fomentando o descaso da população. Nesse sentido, cabe mencionar a filósofa política alemã de origem judaica Hannah Arendt: “Quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, as pessoas param de vê-la como errada”, ou seja, o ser humano se copia frequentemente, uma vez que a sociedade vê uns aos outros jogando lixo onde não deviam, por exemplo, e não se importa, tendo em vista que, se ela não faz, alguém fará, ignorando sua responsabilidade com o meio ambiente e o próximo. Logo, é lúcido que haja uma observação cuidadosa dessa situação para mudar esse precário cenário.
    Portanto, é de urgência que o Ministério do Meio Ambiente, órgão responsável por promover a adoção de princípios e estratégias para o conhecimento, a proteção e a recuperação do meio ambiente, estimule que as indústrias adotem práticas saudáveis e sustentáveis, para amenizar tais impactos na natureza. Ademais, é crucial que a mídia também faça parte do combate desse problema, fornecendo campanhas e publicações explicativas para informar as pessoas o jeito correto de ajudar a flora brasileira, de uma maneira que beneficie a todos. Desse modo, os impactos negativos das ações humanas ao meio ambiente serão mitigados.
    *Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte