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  • A democratização da internet

    Por Suillany Cunha Barbosa (Estudante)

    Desde a Roma Antiga, até o século XX, o conhecimento foi privado à elite. Todavia, com a Revolução Técnico-Científico-Informacional, em 1970, e a Guerra Fria, em 1985, ocorreu uma expansão tecnológica e inovadora que possibilitou o acesso à Internet para uma boa parte da população. Nesse contexto, é evidente que o advento da tecnologia auxiliou no fator educacional na sociedade. Porém, ainda existem disparidades que impedem a democratização da rede.
    É preciso pontuar de início que a internet proporcionou um vasto campo de possibilidades. Na educação, houve a ampliação ao ensino superior através de através de portais de faculdades a distância que trouxeram flexibilidade e praticidade a várias pessoas, e, com isso, uma mudança da realidade delas, o chamado EAD - Ensino a Distância. Todavia, a desigualdade social ainda é um impasse para que todos consigam adquirir educação e ensino de qualidade.
    De fato, esse meio de comunicação ainda é uma questão a ser analisada e aprimorada. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio - PNAD, as pessoas de baixas classes sociais são as que têm menos contato com a rede de comunicações. Embora a Organização das Nações Unidas já tenha declarado o acesso à internet como direito fundamental aos cidadãos, alguns locais ainda sofrem com infraestrutura precária, e sem nenhum sinal de área.
    Diante do exposto, faz-se necessário agir para resolver essa problemática. O Governo Federal deve criar programas para levar sinal e computadores às localidades mais carentes e disponibilizar internet de graça em lugares públicos, como rodoviárias e praças públicas para alcançar um número maior de usuários.
    Ademais, é preciso investir na criação de projetos sociais para fornecer aulas e cursos para todas as faixas etárias, visando diminuir o número de pessoas sem internet a fim de que elas possam usufruir dos benefícios da rede, ampliando a participação social rumo ao exercício pleno da cidadania.
    (Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte)

  • A democratização da internet

     Por Kauan Vitor Colares Alves (Estudante)

    O documentário “Freenet” dirigido por Pedro Ekman, retrata o uso da Internet no Quênia, Índia, Estados Unidos, China, Brasil e Uruguai, mostrando iniciativas e obstáculos para a democratização do acesso à internet. A realidade atual brasileira ao acesso à rede mundial de computadores está reservada a uma pequena parcela da população. Nesse ponto de vista, observa-se que a popularização das redes reflete um cenário desafiador.
    Inicialmente, é apropriado pontuar que o estado virtual trouxe maior contato e rapidez no que se diz respeito à divulgação de informações, entretanto ela não atinge a totalidade da sociedade. De acordo a pesquisa TIC Domicílios, realizada pelo Centro Regional e Estudos para Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), em 2019, 74% da população tinha acesso à internet, o que correspondia a 134 milhões de pessoas e 71% dos lares do país. A pesquisa ainda indica que a cada cinco pessoas, uma afirma que só consegue acessar a internet através da rede emprestada do vizinho. Dessa forma, é evidente que a desigualdade social afeta as camadas mais pobres, dificultando a universalização da internet.
    Em segundo lugar, as redes de comunicação se tornaram uma forma de participação demográfica de discussões políticas e sociais nas redes. A lei 12.965/14 (Marco Civil da Internet) trata a respeito do direito da conexão à rede, que é necessário para o exercício da cidadania e explícito a todos. Contrário a essa prerrogativa, a exclusão de parte das pessoas entra em desacordo com a lei, uma vez que se faz necessária intervenção à integralidade desse direito específico e que é dever do Estado fornecer tal conexão.
    Portanto, é necessário que o Governo acione o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações para que através da análise das demandas da sociedade, estabeleça projetos de desenvolvimento econômico focado nos seguimentos sociais carentes. Dessa forma, o acesso à tecnologia será ampliado e por sua vez a exclusão digital será minimizada.
    (Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte)

  • A democratização da internet

    Por Liedson Leal de Oliveira (Estudante)

    A internet é o principal meio de comunicação e de transmissão de informações no mundo. A cada ano se torna mais importante e necessária, sendo assim indispensável para o funcionamento e a boa relação da sociedade.
    Cerca de 25% da população brasileira não tem acesso ao mundo virtual. Essa é uma parcela considerável do povo brasileiro, portanto é inaceitável que em 40 anos de implementação do sistema no país, ainda haja tamanha exclusão digital.
    Desde o início da pandemia do novo coronavírus, a internet se tornou o meio de comunicação necessário para promover o direito à educação, imposto por lei no Estatuto da Criança e do Adolescente. Porém, a realidade é outra e quase 5 milhões de crianças e adolescentes não estão usufruindo do seu direito por não terem acesso à internet.
    Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o acesso à internet é um direito fundamental do ser humano, independente da sua classe social, tal que é um direito do homem, e não somente do homem rico e privilegiado.
    Além do problema da exclusão digital, ainda é notável a desinformação referente a esse assunto, o chamado analfabetismo digital. É necessário que o Governo invista em projetos na rede pública de ensino educacional. A implementação de cursos de informática ou de outras áreas da tecnologia é um dos pontos a ser seguido.
    Para os que não têm condições de pagar por uma internet de qualidade, o Governo Federal, em colaboração com operadoras de celular, poderia fornecer chips solidários com internet gratuita. Já que 81% dos brasileiros possuem telefone móvel, de acordo com pesquisa do IBGE, de 2019, tal ação reduziria a exclusão digital no nosso país.
    (Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte)

  • A democratização da internet

    Por Karen Eduarda Costa (Estudante)

    Em 2011, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que o acesso à internet é um direito de todos. Essa rede vem se tornando imprescindível, devido à modernização da sociedade. Porém, será que todos têm acesso a ela da forma mais correta possível?
    Em primeiro lugar, deve-se analisar que a partir da Revolução Industrial o ser humano fica cada vez mais preso às máquinas, e desde a chegada da internet em 1969 essa lógica se repete. O espaço virtual traz muitas vantagens, economizando tempo, melhorando as comunicações, com um amplo acesso à informação, entre outros, contudo, mesmo sendo necessária, ainda é muito excludente, pois não ocorre a disponibilização pelo governo e com preços elevados, fora o seu próprio preço, visto que para acessá-la é preciso também um aparelho eletrônico.
    Além disso, vale ressaltar também a pandemia que assola o mundo. Com ela veio a quarentena, ou seja, todos devem ficar em casa para a menor propagação da doença. Com isso, a melhor forma de resolver suas necessidades é com o uso da internet, prejudicando assim aqueles que não têm acesso a ela, impossibilitados de trabalhar on-line, assistir à aula remota, entre outros. Por isso, o acesso à rede torna-se fundamental em tal período.
    Fica evidente, portanto, a necessidade do acesso às redes por todos. Para isso, o Governo juntamente com as ONGs deve criar projetos para distribuir aparelhos eletrônicos aos mais necessitados. Cabe também a eles, estabelecer pontos em cada cidade para que se ofereça internet com livre acesso. Tais ações em prática ajudarão a concretizar o direito promulgado pela ONU.
    (Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte

  • A democratização da Internet no Brasil e a promoção da cidadania

    Por Yasmin Cartaxo (Estudante)

    O Marco Civil da Internet de 2014 é a lei que regula o uso da internet no Brasil, estabelecendo direitos e deveres dos usuários, bem como o governo deve agir. A lei definiu que o acesso à internet é essencial para o exercício da cidadania, todavia cerca de 70 milhões de brasileiros apresentam conexão precária. Dessa forma, é necessária a maior atuação do Estado para melhorar e universalizar esse serviço, visando a redução das desigualdades sociais.
    Com a pandemia do SARS COV-2, as atividades estão sendo realizadas pela “web”, a exemplo das aulas remotas e o cadastro do auxílio emergencial. Indubitavelmente, percebe-se a importância desse recurso como fonte de informação. Outro fator é que muitos cidadãos utilizam apenas a franquia de dados, na maioria das vezes restrita a certos aplicativos. Assim, não adquirem diferentes fontes de informação gerando a disseminação de “fake news” e prejudicando a promoção de uma cidadania efetiva.
    O Marco das Teles, aprovado pelo Senado, deveria ser utilizado para implementação de infraestrutura nas áreas carentes e definição das ações que devem ser tomadas pelas empresas de telecomunicações, porém o projeto segue estagnado, enquanto locais isolados possuem carência de um sinal constante e até mesmo de energia elétrica. Diante disso, a inclusão digital é fundamental.
    Portanto, é primordial a criação de um plano contínuo de conectividade que seja aplicado sucessivamente pelos governos, em parceria com a esfera privada e estatal. O FUST (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) deve ser liberado para as operadoras privadas também, promovendo a universalização da banda larga e telefonia móvel, implementando mais espaços públicos de conexão. Nas escolas, deve ser inserido na BNCC (Base Nacional Comum Curricular) o letramento digital, a fim de formar cidadãos tecnológicos. Assim sendo, objetiva-se a democratização da internet e o desenvolvimento da cidadania.
    (Texto produzido na Oficina de Redação do professor José Roberto Duarte)

  • A realidade da pandemia no Brasil

    A realidade da pandemia no Brasil
    Por Sarah Maria Oliveira (Estudante)

    A doença infecciosa e altamente contagiosa, causada pelo vírus SARS-CoV-2, chamada de Covid-19, alastrou-se em uma escala global no ano de 2020. Fez-se necessário, então, mudanças na vida da sociedade, para evitar o contágio e o agravamento para morte. Porém, o governo tem combatido de forma ineficiente, com atitudes desprezíveis e lentas, e a população sofre com as consequências devastadoras causadas pela pandemia.
    Primeiramente, o Governo Federal brasileiro realiza ações que não conseguem combater a pandemia. A lentidão na compra e distribuição da vacina, a propagação do “kit Covid” sem eficácia comprovada, a figura do presidente causando aglomerações e sem o uso de máscara, não investimento em unidades hospitalares que tratam a doença, falta de auxílio eficiente para manter a população isolada em casa, são exemplos das ineficiências do governo. O resultado são os alarmantes números de mortos, o desemprego e a fome.
    Além disso, a pandemia afeta a saúde mental dos indivíduos. O cenário de incertezas e o corte inesperado das relações sociais do cotidiano prejudicaram de forma drástica a sociedade, causando aumento exponencial nos casos de depressão, ansiedade e estresse. Um estudo realizado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) revelou um aumento de 90% nos casos de depressão; já o número de pessoas com ansiedade e sintomas de estresse agudo dobrou entre os meses de março e abril de 2020.
    Diante do cenário caótico, cabe ao Governo Federal investir na vacinação da população, comprando e distribuindo de forma eficiente as vacinas, além de proporcionar meios econômicos eficazes para manter a população isolada em casa, com auxílios emergenciais condizentes com preço atual para gastos básicos. Cabe à população obedecer à orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), usando máscara e álcool em gel como forma preventiva, além de evitar aglomerações. Cabe ao Ministério da Saúde distribuir verba aos hospitais que tratam a Covid, para comprar equipamentos e medicamentos necessários. Tais medidas visam a diminuir o número de infectados e de mortos pela doença.
    (Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte)

  • Ansiedade e depressão em tempos de pandemia

    Por Rebeca Martins Teixeira (Estudante)

    Doenças mentais, já classificadas como doenças do século XXI, foram intensificadas com as preocupações da pandemia do Covid-19. Dessa forma, muitas pessoas desenvolveram ou ampliaram seus sintomas de depressão e/ou ansiedade, principalmente. De acordo com a revista inglesa The Lancet, os casos de ansiedade e estresse dobraram e os de depressão aumentaram 90%.
    Com tratamentos interrompidos, falta de atividades físicas ou contato com a natureza, além de constantes notícias alarmantes, as novas preocupações com o vírus e com os familiares são os principais motivos para adquirir algo mais grave do que o usual. Contudo, são doenças com diagnóstico, tratamento, e condições para a cura, apesar de ainda vistas com estranheza pela maioria da população, pela falta de conhecimento; o que prejudica quem está em busca de melhora, com comentários ruins e negativos, feitos geralmente dentro da própria família, em especial, os mais velhos.
    É preciso entender e aceitar as condições da situação atual e seus desdobramentos, para que assim as pessoas possam se cuidar ou procurar ajuda se necessário. Dessa maneira, a Organização Mundial da Saúde indica alguns hábitos para o combate aos problemas psíquicos, como: evitar muitas notícias, e “fake news”; manter uma rotina e dieta saudáveis, comunicar-se com os outros e ter cuidado com os exageros perigosos.
    Portanto, visto à necessidade para cuidar do psicológico na pandemia, o Ministério da Saúde, por meio das Prefeituras, deve disponibilizar nos postos de saúde psiquiatras e psicólogos. Ademais, as mídias sociais com as ONGs devem promover campanhas para diagnóstico próprio e cuidados principais, levando conhecimento a quem precisa.
    Dessa forma, espera-se que com as medidas tomadas a qualidade de vida e a saúde mental dos brasileiros possam melhorar.
    (Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte)

  • Ditadura nunca mais!

    Ditadura nunca mais!
    Por Roberto Filho (Estudante)*

    “Que tempos são esses, em que temos que defender o óbvio?”. Esse é o famoso questionamento levantado pelo ilustre dramaturgo e poeta alemão Bertold Brecht, cuja obra tem forte caráter crítico à política elitista e excludente do século XX. A resposta para tal indagação seria: são tempos infelizes, cretinos mentirosos e projetos de déspota usufruem da delinquência e declaram seu mais profundo amor ao autoritarismo, ao mesmo tempo que promulgam seu rancor pelo poder popular (infelizmente quase apagado da realidade) e se alimentam de inverdades, canalhices e do desespero dos desafortunados.
    Primordialmente, porém, precisamos entender que a sede por poder vinda não só da classe militar mas também de outros setores como políticos e elites não é um fato recente. Desde os primórdios da nação que conhecemos atualmente como Brasil, conflitos sociais e ideológicos são incentivados em prol da manutenção do domínio de poucos (classes dominantes) em cima de muitos (nós, classe popular). Dois exemplos disso estão presentes em épocas não tão distantes da atual realidade do povo brasileiro, sendo esses o que conhecemos simbolicamente como “1937” e “1964”, ditaduras sanguinárias que abusaram do falso moralismo e da farsa da “Ameaça Comunista” durante o contexto da ascensão do movimento operário e da Guerra Fria, respectivamente. Em ambas as ocasiões, a escória golpista das Forças Armadas, da casta política nacional e das elites urbanas e agrárias estavam diretamente envolvidas, pregando falsas alegações e promovendo atos de violência como torturas, assassinatos e prisões arbitrárias para quem se opusesse a tamanhas atrocidades.
    Portanto, com essa realidade em mente, para resolver tamanha crise será necessário mais do que conversamos entre nós a respeito do assunto como se fosse uma casualidade de botequim. O principal medo daqueles que odeiam o povo é que o povo descubra que tem mais poder do que qualquer arma inventada pelo ser humano. Basta de termos que acordar todos os dias com a imposição de políticas que destroem os nossos direitos e legalizam nossa exploração descaradamente. Basta de aceitarmos que nossas almas e corpos sejam vistos apenas como produtos a serem vendidos por aqueles que detêm o capital e usufruem dele como usufruímos de nossos assentos sanitários. Basta de termos medo de agir, pois aqueles que nos odeiam têm medo que não tenhamos medo. Por isso, temos o dever de lutar por um país mais justo, democrático, popular e unificado, mas principalmente o dever de lutar pelos nossos direitos civis e pela liberdade, através da radicalização dos setores civis e dos movimentos sociais (nós mesmos).
    Só assim, nunca mais iremos repetir os erros que nos assombram, para que a liberdade fique acima de tudo e o povo acima de todos. Viva o Brasil!
    *Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte

  • Os desafios em torno da doação de órgãos no Brasil

    Por João Vítor Alves dos Santos (Estudante)

    Na série “Grey’s Anatomy”, são retratados diversos casos clínicos, dentre os quais destacam-se os transplantes e os desafios em torno da doação de órgãos. Já fora das telas, as dificuldades são ainda maiores. Embora o Brasil seja um dos principais doadores de órgãos do mundo, o país enfrenta constantes problemas, principalmente em relação às famílias.
    Primeiramente, é preciso compreender que os transplantes são muito importantes, já que a fila para receber os órgãos conta, somente no Brasil, com mais de 35 mil pessoas e a maioria morre aguardando sua vez. Segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, a taxa de doadores efetivos caiu em 6,5% em comparação entre o primeiro semestre de 2020 e o de 2019.
    Ademais, para que haja a doação de um “doador não vivo”, é necessária a permissão dos familiares. Desde a Colonização e a chegada dos jesuítas ao território brasileiro, a população tornou-se bastante religiosa e, devido a isso, muitos parentes não permitem a realização da retirada de órgãos. Além das crenças, as pessoas sofrem da falta de informação sobre como ocorre a cirurgia e o que é a morte encefálica, o que pode gerar a sensação de um “milagre” acontecer.
    Fica claro, portanto, que medidas devem ser tomadas para que o número de doadores cresça. Faz-se necessário, então, que o Ministério da Saúde, em parceria com hospitais e profissionais da área da medicina, invista na transmissão da importância sobre a doação de órgãos, por meio de propagandas informativas em canais abertos, além de jornais e redes sociais que instruam a população a compreender o assunto.
    Também é importante a realização de palestras educacionais para que dessa forma os brasileiros sejam conscientizados acerca dos benefícios da doação de órgãos e que fiquem cientes de que um dia poderão precisar disso.
    (Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte)

  • Os desafios em torno da doação de órgãos no Brasil

    Por José Airton Ferreira (Estudante)

    No universo da teledramaturgia e do cinema, a doação de órgãos já foi retratada em diversas produções, a exemplo da série espanhola “Vis a Vis”, exibida pela plataforma de “streaming” Netflix, na qual a personagem Sole, interpretada pela atriz Maria Isabel Diaz, vive o drama de esperar um doador para receber que um transplante de coração possa ser feito. Saindo da ficção, essa mesma situação é enfrentada por milhares de pessoas ao redor do Globo, sendo que no Brasil diversos desafios são recorrentes no tocante a essa temática.
    Referente a isso, dentre os principais fatores que geram impasses, está a não permissão da retirada de órgãos e tecidos de indivíduos que foram a óbito pelas suas famílias. Tal situação ocorre na maior parte das vezes devido à morte cerebral, o que permite preservar os seus sistemas em bom estado. Entretanto, devido à angústia e tristeza dos familiares, a oferta dessas partes não é concedida, acarretando maior tempo para aqueles que esperam, e óbito àqueles que estão em situação crítica.
    Porém, tal problemática é resolvida com eficácia em países como Espanha e Croácia, onde todos os cidadãos são considerados doadores quando falecem, contanto que se declarem, por intermédio de um documento, que não desejam fazer parte dessa ação de saúde. No território brasileiro, há a PLS 405/2012, formulada pelo senador Humberto Costa (PT-PE), que possui as mesmas condições para lidar com essa situação que as citadas anteriormente. Todavia, ainda está para ser aprovada pelas instituições legislativas. Além da dificuldade da autorização pelos parentes, ainda há grupos religiosos que se posicionam contra o ato de doar já exposto, alegando que seja uma ação proibida por se tratar de um pecado.
    Portanto, é de suma importância para se combater os desafios no transplante de órgãos e tecidos que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Saúde, promova campanhas midiáticas, divulgadas em redes sociais e canais de TV aberta, para conscientizar as pessoas a respeito da importância do transplante. Também é necessária a realização de palestras nas escolas em geral, para que desde crianças os cidadãos desenvolvam o pensamento de que é importante e urgente doar para ajudar ao próximo. Ademais, é preciso que a emenda desenvolvida pelo senador pernambucano seja aprovada pelo Poder Legislativo e sancionada pelo Executivo, para que a maioria os desafios da doação de órgãos sejam superados.
    (Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte)

  • Os impactos das práticas cotidianas no meio ambiente

    Os impactos das práticas cotidianas no meio ambiente
    Por Bianca Alencar Rolim (Estudante)*

    A animação “Wall-e”, da produtora Walt Disney, conta a história de um robô cujo objetivo é cuidar da Terra, que está destruída ecologicamente, e achar uma planta para dar um recomeço ao local, enquanto os humanos estão em uma nave flutuando pelo espaço, na esperança de encontrar algum lugar para habitar. No entanto, fora da ficção, no que concerne à questão dos impactos das práticas cotidianas no meio ambiente, verifica-se uma lacuna na manutenção dos direitos humanos e da natureza, o que configura um grave problema. Nesse contexto, torna-se evidente como causas as indústrias, bem como o descaso da população.
    Em primeiro lugar, vale ressaltar que a industrialização é uma das principais causas desses impactos, tendo em vista que as indústrias são as principais poluidoras em corpos hídricos. Sob essa ótica, importa mencionar a série animada “Avatar: A lenda de Aang”, do canal Nickelodeon, a qual retrata, em um dos episódios, uma cidade feita sobre um rio, no qual despeja-se toda a poluição de uma indústria, resultando em um riacho completamente contaminado e impróprio para o uso, assim como para a vida, prejudicando todas as espécies que ali habitam. Tal analogia é evidente na sociedade brasileira, pois fábricas não fazem caso de como sua sujeira afetará o meio ambiente que ali convive. Assim, este fato é impeditivo para que tal problema seja solucionado.
    Além disso, evidencia-se que há, no Brasil, uma nociva falta de debate sobre esse tema, fomentando o descaso da população. Nesse sentido, cabe mencionar a filósofa política alemã de origem judaica Hannah Arendt: “Quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, as pessoas param de vê-la como errada”, ou seja, o ser humano se copia frequentemente, uma vez que a sociedade vê uns aos outros jogando lixo onde não deviam, por exemplo, e não se importa, tendo em vista que, se ela não faz, alguém fará, ignorando sua responsabilidade com o meio ambiente e o próximo. Logo, é lúcido que haja uma observação cuidadosa dessa situação para mudar esse precário cenário.
    Portanto, é de urgência que o Ministério do Meio Ambiente, órgão responsável por promover a adoção de princípios e estratégias para o conhecimento, a proteção e a recuperação do meio ambiente, estimule que as indústrias adotem práticas saudáveis e sustentáveis, para amenizar tais impactos na natureza. Ademais, é crucial que a mídia também faça parte do combate desse problema, fornecendo campanhas e publicações explicativas para informar as pessoas o jeito correto de ajudar a flora brasileira, de uma maneira que beneficie a todos. Desse modo, os impactos negativos das ações humanas ao meio ambiente serão mitigados.
    *Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte

  • Os perigos da exposição de crianças e adolescentes nas redes sociais

    Por Bruno Eduardo Neves (Estudante)

    Na série norte-americana “You”, disponível na plataforma Netflix, o personagem Joe Goldberg, gerente de uma livraria, conhece uma garota e se apaixona à primeira vista. Ao descobrir o nome dela, recorre à internet para encontrar tudo sobre a vida e personalidade de Guinevere Beck, e logo encontra tudo sobre ela na rede. Afinal, todas as suas redes sociais são públicas e tudo, inclusive seu endereço, está disponível a qualquer um. Nesse sentido, Joe passa a observá-la não somente por sua atividade on-line, mas pela janela de sua casa. Fora das telas, fica claro que a superexposição nas redes sociais traz efeitos imprevisíveis à privacidade humana, o que pode ser agravado pela idade dos usuários das redes.
    Em primeira análise, é imperativo destacar a forma como parte do Estado costuma lidar com a exposição de crianças e adolescentes nas redes sociais no Brasil, principalmente no contexto da Globalização. Isso porque, como afirmou o jornalista Gilberto Dimenstein, em sua obra ”Cidadão de Papel”, a legislação brasileira é ineficaz, visto que, embora aparente ser completa na teoria, muitas vezes, não se concretiza na prática. Prova disso é a escassez de políticas públicas satisfatórias voltadas para a aplicação do artigo 5º da Constituição Federal, que garante, entre tantos direitos, a privacidade assim assegurando o direito à vida privada, à honra e à imagem de cada cidadão. Isso é perceptível seja pela ínfima campanha de conscientização acerca da necessidade de um espaço social saudável para crianças e adolescentes, seja pela adultização infantil. Assim, infere-se que nem mesmo o princípio jurídico foi capaz de garantir o combate relativo à problemática.
    Outrossim, é igualmente preciso apontar a educação, nos moldes predominantes no Brasil, como outro fator que contribui para a manutenção do mau uso das redes sociais por crianças e adolescentes. Para entender tal perspectiva, é justo relembrar a obra “Pedagogia da Autonomia”, do patrono da educação brasileira Paulo Freire, na medida que ele destaca a importância das escolas em fomentar não só conhecimento técnico-científico, mas também habilidades diversas. O que poderia ser benéfico, no que se refere à questão do uso das redes sem fio, e na relação entre os usuários.
    Frente a tal problemática, faz-se urgente, pois, que o Poder Legislativo, na figura dos senadores, deputados federais e estaduais criem leis que reprimam a superexposição de crianças as redes sociais para fins lucrativos, assim como criem campanhas públicas de conscientização em relação aos malefícios e benefícios do uso de mídias digitais. Essa ação é fundamental a fim de abranger toda a população usuária das redes, de forma concisa e coesa, informando e protegendo a privacidade de todos os cidadãos brasileiros, principalmente os jovens.
    (Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte)

  • Os perigos da exposição de crianças e adolescentes nas redes sociais

    Por Geandra Campos (Estudante)

    Conforme a Constituição Federal de 1998, todos têm direito à liberdade em meio a uma sociedade segura. No entanto, nem sempre esse direito é assegurado, haja vista que o perigo da exposição da criança e do adolescente nas redes sociais é um problema pertinente na sociedade. Nessa lógica, é válido destacar a superexposição dos jovens pelos responsáveis e a falta de controle parental como fatores que impulsionam não só a permanência do entrave, mas também o desrespeito aos princípios constitucionais.
    Em primeiro lugar, é válido ressaltar que com a criação das mídias sociais as pessoas adquiriram o hábito de expor suas rotinas e, por muitas vezes, alguns expõem excessivamente as crianças e adolescentes. É comum ver os pais ou familiares compartilhando vídeos que “adultizam” a criança, como vídeos de crianças abordando temas como festas, ou danças inapropriadas para sua idade. Tal fato é um perigo para os jovens, pois sexualizar a criança aumenta o risco de abuso infantil e importunação sexual.
    Em segundo lugar, vale ressaltar que várias crianças e adolescentes têm contas próprias nas redes sociais, as quais não são fiscalizadas pelos responsáveis. Dessa forma, os jovens navegam desprevenidos pela internet, tornando-se alvos fáceis para abusadores. Sendo assim, a falta de controle parental deixa as crianças e adolescentes vulneráveis a crimes como a pedofilia, sequestros, ou a prática do “sexting”, que são conversas sexuais por meio de mensagens.
    Portanto, é imprescindível reverter o quadro atual. Nesse sentido, o Poder Judiciário, por meio do ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente, precisa acompanhar, aconselhar e alertar as famílias sobre os perigos do referido problema. Isso deve ser executado por meio de palestras e reuniões escolares, com temas que alertem sobre os perigos da exposição das crianças e jovens nas mídias sociais, de forma a conscientizar os familiares e responsáveis dos infantojuvenis. Somente assim, o entrave será combatido e, felizmente, afastado da nossa sociedade.
    (Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte)

  • Pandemia: repetição do passado, negligência do presente e premonição do futuro

    Pandemia: repetição do passado, negligência do presente e premonição do futuro
    Por Letícia Gonçalves da Silva (Estudante)

    Como afirmou o filósofo chinês Confúcio, “Se queres prever o futuro, estuda o passado”. De maneira análoga a esse pensamento, é factual a repetição de um passado obscuro para o mundo todo, onde já ocorreram diversas pandemias. Porém, é perceptível que, no cenário atual, um novo contágio assola a população mundial. Nesse âmbito, tornam-se claras as adversidades que o planeta enfrenta atualmente, como a explícita falta de preparação e organização das nações, bem como a negligência política em relação a superar um surto de grande porte de uma doença, além do individualismo e a falta de empatia praticados pelo organismo social mundial.
    Em primeiro plano, é lícito postular que a pandemia do coronavírus já dura mais de um ano, mesmo assim há países que estão passando pelo pior momento dela, tal como o Brasil que entre maio e junho chegou a mais de cinco mil mortes por dia. Por esse viés, é visível o desmazelo do Estado brasileiro que não adotou medidas de prevenção em todo o território com o fito de evitar a propagação dessa enfermidade. Entretanto, contrastando com o país sul-americano, há a China, nação onde foi encontrado o primeiro caso de Covid-19, que hoje apresenta um total de zero mortes por dia, evidenciando as diferenças entre dois países considerados emergentes.
    Ademais, é notório o egocentrismo que prejudica a população global desde antes do aparecimento do vírus, mas que no momento está revelando o quanto tal desvirtude afeta a massa social. Esse cenário é percebido pelos meios de comunicação que mostram que mesmo durante um momento de dificuldade, ainda há festas e aglomerações sem quaisquer cuidados preventivos, atestando a falta de empatia com as pessoas que se contaminaram, que faleceram e que passam dificuldades econômicas, domésticas e sociais devido a essa situação.
    Assim, é necessária uma mudança que comece pelo governo e chegue até toda a população. Posto isso, é imprescindível que os governos, notadamente como os do Brasil, efetuem ações voltadas para a prevenção, método comprovadamente mais eficaz contra qualquer contágio, por meio de incentivos e apoio financeiro à população e principalmente aos trabalhadores, os quais são os que mais precisam sair de casa. Outrossim, é de suma importância o aumento do incentivo ao uso de máscaras e álcool 70%, como também a disseminação de informações acerca do vírus e de como impedir o seu contágio, por meio de através de propagandas e campanhas mediante os meios tecnológicos e de informação, de modo que o número de mortes e contágios decresçam, para que os grupos populacionais de todo o globo possam voltar à normalidade e quitarem o débito populacional, econômico, social e moral globalmente adquirido.
    (Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte)

  • Riscos do golpe militar no Brasil

    Riscos do golpe militar no Brasil
    Por Maria Clara Landim (Estudante)

    No dia 1 de abril de 1964, o Brasil ficou marcado por um dos seus piores momentos, conhecido como o golpe de estado de 64, que ocorreu a partir do colapso do mandato do 24º presidente da república, João Goulart, dando início a um dos períodos mais deploráveis da história do país: a ditadura militar. Enquanto uma parte da sociedade aplaudia a “revolução”, a outra sofria repressão. O que é considerado uma grande covardia, pois os golpistas militares tomaram posse dos princípios da legalidade, para deslegitimar a oposição, usando um discurso defensivo enquanto ministravam sua ofensiva contra os opositores.
    Como base primordial, precisamos lembrar da censura, que faz parte de um passado não tão distante da nossa nação. A propaganda a favor da ditadura mostra como esse fator funciona, a frase “Brasil, ame-o ou deixe-o” mostra como era imposta a censura política na entidade social. O cantor e compositor brasileiro Caetano Veloso é uma prova de que, na época, deixar o país foi uma das alternativas para escapar da perseguição e fez jus ao slogan da época. E todas as atrocidades cometidas pelo militarismo refletem em cabeças pensantes nos dias de hoje da importância de lutar contra a possível volta desse sistema.
    Devemos lembrar da frase dita pelo ex-presidente Emílio Médici: “O Brasil vai bem, mas o povo vai mal”. Nos dias atuais, essa frase não surte mais efeito, pois o país não está mais em suas boas condições. Por conta do atual desgoverno, a economia quebrada, o índice elevado da fome, o corte de verbas para a educação e saúde mostram como a afirmação encontra-se contraditória, e também o retrocesso do governo. “Que país é este?”, música composta no ano de 1987 pela banda nacional Legião Urbana, retrata com veracidade o momento descrito anteriormente, dando ênfase os trecho: “terceiro mundo se for, piada no exterior, mas o Brasil vai ficar rico quando vendermos todas as almas dos nossos índios no leilão”. O atual mandante da república se mostra atroz e bárbaro diante da população, e também um discurso que ameaça a volta do militarismo mostra a total desordem atual, e como coisas irão decair ainda mais se esse sistema for implantado.
    Portanto, formar a união da população é uma das melhores armas, o uso da palavra e da coragem para revolução são o maior medo daqueles que pregam sobre a volta da ditadura militar. “A cultura é uma coisa apavorante para os ditadores. Um povo que lê nunca será um povo escravo”, a frase do escritor português Antônio Lobo Antunes mostra exatamente a veracidade da tese defendida anteriormente. Destarte, devem ser compreendidos os direitos dos cidadãos, e assim, sabendo da sua liberdade o povo saberá o quanto precisa defender a sua honra e seus direitos.
    *Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte

  • Telemedicina no Brasil

    Por Will Oliveira (Estudante)

    "A tecnologia move o mundo”. Essa frase de Steve Jobs possui relação com os avanços tecnológicos advindos da Revolução Técnico-Científica. No Brasil, esses avanços, em especial na saúde, acarretam o desenvolvimento da telemedicina, que ajuda na agilidade no diagnóstico e assistência ao paciente. Contudo, a falta de investimento por parte do Governo e a desinformação acerca deste meio prejudicam a ascensão dessa nova tecnologia.
    Em primeiro plano, a insuficiência de investimentos por parte do Governo faz-se presente no cotidiano brasileiro. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 75% da medicina do país é praticada no sistema de saúde público, tal fato, muitas vezes, sobrecarrega esse sistema e prolonga sua lentidão, aumentado, assim, a incidência de erros na identificação de doenças e colocando a vida do paciente em risco.
    Outrossim, a falta de informações acerca desse tema é visto na sociedade hodierna. De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), o princípio básico da telemedicina é a busca pela agilidade na entrega de laudos e a redução de custos. Porém, a carência de informações da população afeta, sobretudo, pessoas mais pobres, que precisam deslocar-se de uma cidade a outra para se consultar, gastando mais tempo e dinheiro.
    Torna-se fulcral a necessidade de medidas que assegurem o bem-estar social e consequentemente a democratização dessa tecnologia. É dever do Ministério da Saúde a criação de projetos em redes de saúde, por meio da melhora na infraestrutura de hospitais públicos, a contratação de médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, dentistas, fisioterapeutas especializados em atendimentos remotos, resultados de exames on-line e acompanhamento de responsáveis legais nesses atendimentos. Faz-se mister, ainda, a ajuda da mídia por meio da divulgação em jornais, canais de rádio e de televisão abertos para toda a população. Assim, espera-se que esse novo método ajude os profissionais de saúde e a população na eficácia da telemedicina.
    (Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte)

  • Telemedicina no Brasil

    Por Lucas Carlos Teixeira (Estudante)

    Durante o ano pandêmico de 2020, o governo brasileiro do atual presidente Bolsonaro aprovou um projeto de lei que autoriza a realização da telemedicina no Brasil. No entanto, muito são os problemas a se discutir sobre a falta de regulamentação de tal lei e a negligência ao acesso de tal recurso, devido à precariedade do Sistema Único de Saúde (SUS).
    Em primeiro lugar, a aprovação dessa medida jurídica abriu portas para que todas as áreas da medicina, sem restrição, possam realizar consultas por meio virtual. Sendo assim, tamanho será o prejuízo relacionado à confiabilidade de tais procedimentos, haja vista que é necessário acompanhamento mais dedicado, com a presença de exames físicos, para diagnóstico mais exato, pois muitas patologias dividem os mesmos sintomas. A própria Covid-19 apresenta sintomas muito parecidos com os da gripe comum, servindo de exemplo de tal caso. Portanto, é suma importância que os profissionais da saúde e o Governo Federal se comprometam a oferecer dedicação adicional para os casos de difícil diagnóstico.
    Em segundo lugar, a aprovação de tal lei é bastante restritiva, pois não atende uma parte significativa dos estados brasileiros, principalmente aqueles que apresentam déficit informacional nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Segundo o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI), em 2018, cerca de 3,9 mil UBS apresentavam ausência de computadores e 4,2 mil não tinham sequer o acesso à internet. Tendo isso em mente, é evidente que muitas comunidades não terão acesso à telemedicina, pois os médicos das UBS não têm uma forma de realizar tal atendimento. Além disso, tal negligência oferece vantagens para outras áreas, o que quebra o conceito defendido pelo artigo 5° da Constituição Brasileira de igualdade perante a lei.
    Com base nas informações discutidas, o Governo Federal precisa adotar medidas que restrinjam a lei recentemente aprovada, por meio de uma emenda constitucional, e promova a informatização dos postos de saúde pelo Brasil, com a realização de investimentos significativos em tecnologia. Sendo assim, a compra de computadores não será somente efetiva no combate à pandemia, mas também servirá como uma forma de melhorar a saúde da localidade.
    Dessa forma, espera-se que a telemedicina seja utilizada de maneira justamente aplicada e da forma certa, auxiliando os profissionais da saúde no aperfeiçoamento do trabalho dedicado aos civis, de forma que a saúde em período pandêmico e depois dele consiga se manter estável.
    (Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte)