Por João Vítor Alves dos Santos (Estudante)

Na série “Grey’s Anatomy”, são retratados diversos casos clínicos, dentre os quais destacam-se os transplantes e os desafios em torno da doação de órgãos. Já fora das telas, as dificuldades são ainda maiores. Embora o Brasil seja um dos principais doadores de órgãos do mundo, o país enfrenta constantes problemas, principalmente em relação às famílias.
Primeiramente, é preciso compreender que os transplantes são muito importantes, já que a fila para receber os órgãos conta, somente no Brasil, com mais de 35 mil pessoas e a maioria morre aguardando sua vez. Segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, a taxa de doadores efetivos caiu em 6,5% em comparação entre o primeiro semestre de 2020 e o de 2019.
Ademais, para que haja a doação de um “doador não vivo”, é necessária a permissão dos familiares. Desde a Colonização e a chegada dos jesuítas ao território brasileiro, a população tornou-se bastante religiosa e, devido a isso, muitos parentes não permitem a realização da retirada de órgãos. Além das crenças, as pessoas sofrem da falta de informação sobre como ocorre a cirurgia e o que é a morte encefálica, o que pode gerar a sensação de um “milagre” acontecer.
Fica claro, portanto, que medidas devem ser tomadas para que o número de doadores cresça. Faz-se necessário, então, que o Ministério da Saúde, em parceria com hospitais e profissionais da área da medicina, invista na transmissão da importância sobre a doação de órgãos, por meio de propagandas informativas em canais abertos, além de jornais e redes sociais que instruam a população a compreender o assunto.
Também é importante a realização de palestras educacionais para que dessa forma os brasileiros sejam conscientizados acerca dos benefícios da doação de órgãos e que fiquem cientes de que um dia poderão precisar disso.
(Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte)