O Professor Raphael Torres ajuda você a elaborar uma dissertação sobre “A importância da alimentação saudável nas escolas”.

Para preparar o candidato para uma Redação nota mil, os professores Eliane Campos e Rodrigo Peixoto debatem o tema “Como combater o preconceito linguístico no Brasil”. Eles refletem sobre as origens desse tipo de discriminação no nosso país e apontam possíveis caminhos para amenizá-lo. Fonte: TV Escola

O preconceito linguístico deveria ser crime
por Marta Scherre
Basta ser homem, estar em sociedade e estar rodeado de pessoas falantes que a língua - este sistema de comunicação inigualável - emerge. Ela se instaura e toma conta de todos nós, de nossos pensamentos, de nossos desejos e de nossas ações. Falar faz parte do nosso cotidiano, de nossa vida. A troca por meio das formas linguísticas é a nossa dádiva maior, nossa característica básica. É por meio de uma língua que o ser humano se individualiza, em um movimento contínuo de busca de identidade e de distinção. É isso, enfim, que nos torna humanos e nos diferencia de todos os outros animais.


O que é uma proposta de intervenção? Como se certificar de que ela seja considerada viável pela banca?

Por Paulo Montoia

A redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é avaliada de acordo com cinco competências. Cada competência vale de zero a 200 pontos e a nota final corresponde à soma dessa pontuação – podendo chegar a 1000 pontos, portanto.
Quatro desses cinco critérios envolvem, basicamente, saber escrever e argumentar bem. Mas o quinto é um pouquinho mais complicado: ele exige “elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos”.
Isso quer dizer que a redação deve não apenas apresentar uma tese sobre o tema, apoiada em argumentos consistentes, mas também oferecer uma proposta de intervenção na vida social. Mas o que isso significa na prática? O Enem espera que o estudante encontre em poucas horas uma solução para um problema complexo? Como se certificar de que a proposta apresentada seja considerada viável pela banca? Tenha em mente o seguinte:
1. A prova pede uma intervenção, não uma solução


O teste foi aplicado em mais de oito mil candidatos de diversas áreas
Muitos candidatos a vagas de estágio e aprendizagem perdem as oportunidades por alunos de conta de deslizes na língua portuguesa. Nas etapas de seleção, exames ortográficos e redações são os principais testes e servem para filtrar os melhores participantes. A fim de avaliar esse cenário, o Nube - Núcleo Brasileiro de Estágios realizou pesquisa com mais de oito mil concorrentes. Um ditado, com 30 palavras do cotidiano, como “exceção”, “textura”, “artificial”, “autorizar”, “licença” e “desperdício”, foi aplicado. Quem cometesse mais de sete erros era eliminado. O desempenho ficou aquém do esperado.
Quase a metade dos 8.239 avaliados, durante todo o ano de 2017, não obteve sucesso. Foram 3.811 (46,3%) reprovados e 4.428 (53,7%) aprovados. Na visão da recrutadora Nardejane Silva, o dado é chamativo, pois a correta ortografia é imprescindível para qualquer profissão. “Uma falha gramatical em um e-mail direcionado a um cliente, por exemplo, pode comprometer a imagem do remetente e, consequentemente, da empresa. Por esse motivo, o português é um critério tão importante”, explica.
A taxa mais alta de desclassificação foi dos estudantes de 16 a 24 anos, com 46%. Já entre os adultos de 25 a 30, o percentual foi de 21%. O resultado pode ser devido ao pouco preparo dos menos experientes. “Há questões como falta de atenção e nervosismo, as quais, muitas vezes, predominam em um processo seletivo. Logo, devem ser trabalhadas desde cedo”, recomenda a especialista.


Candidatos devem concentrar esforços em trabalhar soluções de problemas e treinar habilidades de escrita para construir texto com calma e sem contradições; 1° prova acontece em 4 de novembro
Na virada do segundo semestre, quando o Exame Nacional do Ensino (Enem) começa a se aproximar, estudantes de todo do Brasil dão início a uma jornada de palpites sobre possíveis temas a serem trabalhados na redação da prova. Assuntos da atualidade, discussões que estiveram nas capas dos jornais, novas leis e acontecimentos marcantes, entram na lista de sugestões. Conhecido por propor temas de impacto social, em 2017 o Exame sugeriu que os estudantes refletissem sobre o “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil".
Para a coordenadora do curso de Letras do Centro Universitário Internacional Uninter e orientadora do Pré-Enem Uninter, Paula Reis, apesar da óbvia importância de trazer à tona a discussão sobre inclusão de surdos na sociedade, o assunto pegou diversos candidatos de surpresa devido à falta de preparação para pensar em soluções. “Não foi o tema que os surpreendeu, mas, sim, o fato de não estarem ainda habituados a refletir sobre o que os rodeia”, acredita.


Abuso da droga lícita acompanha muitos comportamentos de risco
Apagão de memória, acidentes ao volante, coma alcoólico e até mesmo abuso sexual. Essas são riscos do uso exagerado do álcool, substância cada vez mais presente na vida dos universitários, de acordo com Ana Regina Noto, professora-doutora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Saúde e Uso de Substâncias (Nepsis).

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Sobre o Autor

  • José Roberto Duarte, iguatuense, professor do ensino básico, formado em Letras pela Universidade Estadual do…

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