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  • Caminhos para a prevenção do suicídio no Brasil

    Por Lícia Bezerra (Estudante)

    O filme “Por lugares incríveis”, criado pelas autoras Jennifer Niven e Liz Hannah, lançado em 2020 e disponível na plataforma digital Netflix, retrata a história da protagonista com desejo de tirar sua vida. Fora da ficção, a realidade é semelhante, visto que o suicídio é uma das principais causas de morte no Brasil, em específico, relacionado aos transtornos mentais. Dessa forma, é notória a negligência governamental referente ao apoio e aos meios de ajuda para prevenir o autoextermínio.
    Em primeira análise, vale ressaltar que a Constituição Federal de 1988 instituiu a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio. Entretanto, na prática essa não é corretamente executada, tendo em vista a ausência de programas assistenciais eficazes, a falta de ajuda psicológica e de incentivo pelo poder público. Assim sendo, gera consequências como o aumento no número de casos de suicídio no país. À vista disso, é necessário que o governo invista em políticas públicas eficazes, com a intenção de atenuar os índices de autocídio no território.
    Diante do exposto, ainda, é importante ajudar-se psicologicamente com ajuda da leitura de livros, além de atividades de lazer que evitem o ócio e, consequentemente, pensamentos inapropriados. Faz-se necessário, ademais, a consulta frequente com psicólogos e psiquiatras, visto que 97% dos casos de suicídio estão relacionados aos transtornos mentais, segundo a Revista Veja Saúde. Isto posto, é imprescindível a intervenção do Estado na promoção da saúde mental e do bem-estar da população.
    Destarte, compete ao Ministério da Saúde a responsabilidade de criar programas de saúde. É preciso que se ampliem os atendimentos dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), abrangendo a todas as cidades da nação. Outrossim, é importante a colaboração do Estado no que se refere a atividades do bem-estar social, por isso torna-se fulcral a criação de centros de lazer, ginásios poliesportivos e de bibliotecas gratuitas, a fim de evitar o ócio e promover melhor saúde mental aos indivíduos, assim, atenuando os pensamentos negativos e o suicídio.
    (Texto produzido na Oficina de Redação do professor José Roberto Duarte)