Por Camily Siebra Biliu (Estudante)*

O romantismo foi um movimento artístico na Europa que chegou ao Brasil no final do século XVIII. Tinha como característica e hábito de seus adeptos o consumo exacerbado de álcool, a fim de escapar da realidade. De fato, esta forma de escapismo ainda é vista na atualidade, tendo os jovens como maiores praticantes.
A Organização Mundial da Saúde constatou, por meio de pesquisas, que mais de 3 milhões de pessoas morrem, por ano, de doenças decorrentes do abuso de bebidas alcoólicas. Sobre esse viés, em um mundo globalizado, onde tudo acontece com rapidez, o álcool tem se tornado, cada vez mais, uma válvula de escape para o cansaço e pressão exercida pelo trabalho e estudos.
Apesar de ser um vício, o consumo de álcool é, muitas vezes, um meio de socialização, principalmente entre os jovens, isso porque existe uma cultura, criada pela mídia, que mostra a ingestão de álcool como algo positivo. A partir dessa premissa, o ato de beber apenas em ocasiões especiais pode desencadear a dependência maior do produto, gerando transtornos e doenças fatais.
Portanto, cabe ao Ministério da Saúde desenvolver campanhas midiáticas que informem a população sobre os riscos a curto e longo prazo que o ato de consumir bebida alcoólica pode trazer ao indivíduo, e à sociedade, visando a conscientização principal dos jovens. Ademais, cabe ao Ministério da Educação implantar campanhas em escolas e universidades, buscando conscientizar alunos sobre o consumo exacerbado de álcool. Desse modo, o público jovem terá o foco merecido, ganhando conhecimento sobre o assunto, tendo como resultado a diminuição das taxas de vício em bebidas alcoólicas, beneficiando a população como um todo.
*Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte