Impactos da ausência do saneamento básico na vida escolar das crianças e adolescentes

Carlos Eduardo (Pré-universitário)

O Dia das Crianças comemora os direitos das crianças e adolescentes, além de conscientizar os cuidados necessários durante esse período de vida. Entretanto, segundo o Ministério das Cidades, em 2015, mais de 35 milhões de brasileiros não tinham acesso à água tratada e cerca de 100 milhões sem coleta de esgoto, afetando a saúde e o rendimento escolar de milhares de jovens.

A princípio, o saneamento básico, disponibilização de água potável, coleta e tratamento de esgoto, é o fator determinante na escolaridade de crianças e adolescentes. Contudo, o Brasil carece de uma infraestrutura adequada para prover essa demanda, ocasionando evasão escolar, doenças e mortes.

A ausência de saneamento básico afeta todos os setores do país. De acordo com o Painel Saneamento Brasil, a desigualdade em anos de educação formal de um jovem com acesso à água tratada e coleta de esgoto para um sem esses recursos é de 4,1 anos. Fora isso, o setor econômico é diretamente afetado, devido a pacientes internados e pessoas afastadas por doenças.

Mudanças são necessárias, de imediato, a fim de prover saneamento básico para crianças e adolescentes. Urge a parceria do Estado com grandes empresas, utilizando incentivos financeiros, para o desenvolvimento de projetos sanitários. Por fim, o governo deve regular a privatização das estatais, pois são ineficientes. Tais medidas irão ampliar os serviços de água e esgoto, aumentar a média de anos formais de educação e melhorar a saúde de crianças e adolescentes.

*Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte