Pandemia: repetição do passado, negligência do presente e premonição do futuro
Por Letícia Gonçalves da Silva (Estudante)

Como afirmou o filósofo chinês Confúcio, “Se queres prever o futuro, estuda o passado”. De maneira análoga a esse pensamento, é factual a repetição de um passado obscuro para o mundo todo, onde já ocorreram diversas pandemias. Porém, é perceptível que, no cenário atual, um novo contágio assola a população mundial. Nesse âmbito, tornam-se claras as adversidades que o planeta enfrenta atualmente, como a explícita falta de preparação e organização das nações, bem como a negligência política em relação a superar um surto de grande porte de uma doença, além do individualismo e a falta de empatia praticados pelo organismo social mundial.
Em primeiro plano, é lícito postular que a pandemia do coronavírus já dura mais de um ano, mesmo assim há países que estão passando pelo pior momento dela, tal como o Brasil que entre maio e junho chegou a mais de cinco mil mortes por dia. Por esse viés, é visível o desmazelo do Estado brasileiro que não adotou medidas de prevenção em todo o território com o fito de evitar a propagação dessa enfermidade. Entretanto, contrastando com o país sul-americano, há a China, nação onde foi encontrado o primeiro caso de Covid-19, que hoje apresenta um total de zero mortes por dia, evidenciando as diferenças entre dois países considerados emergentes.
Ademais, é notório o egocentrismo que prejudica a população global desde antes do aparecimento do vírus, mas que no momento está revelando o quanto tal desvirtude afeta a massa social. Esse cenário é percebido pelos meios de comunicação que mostram que mesmo durante um momento de dificuldade, ainda há festas e aglomerações sem quaisquer cuidados preventivos, atestando a falta de empatia com as pessoas que se contaminaram, que faleceram e que passam dificuldades econômicas, domésticas e sociais devido a essa situação.
Assim, é necessária uma mudança que comece pelo governo e chegue até toda a população. Posto isso, é imprescindível que os governos, notadamente como os do Brasil, efetuem ações voltadas para a prevenção, método comprovadamente mais eficaz contra qualquer contágio, por meio de incentivos e apoio financeiro à população e principalmente aos trabalhadores, os quais são os que mais precisam sair de casa. Outrossim, é de suma importância o aumento do incentivo ao uso de máscaras e álcool 70%, como também a disseminação de informações acerca do vírus e de como impedir o seu contágio, por meio de através de propagandas e campanhas mediante os meios tecnológicos e de informação, de modo que o número de mortes e contágios decresçam, para que os grupos populacionais de todo o globo possam voltar à normalidade e quitarem o débito populacional, econômico, social e moral globalmente adquirido.
(Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte)