Os riscos e as consequências da nomofobia

Por Yasmin Cartaxo Gonçalves (Estudante)

Nomofobia é o medo irracional de ficar sem celular, ou seja, a pessoa viciada nessa tecnologia não pode se distanciar dos “smartphones”, uma vez que tem que checar as notificações a todo momento. Tal comportamento implica a falta da boa administração do tempo e o atraso em realizar tarefas, gerando a procrastinação.
Apesar das inúmeras funcionalidades desse dispositivo, como realizar paga- mentos de forma “on-line, comunicar-se à distância, fazer compras, entre outras funções, o uso indiscriminado desse aparelho faz com que muitos indivíduos se isolem do mundo real, passando a apenas ter relacionamentos virtuais, e que obtenham estresse e problemas psicológicos, como a depressão e a ansiedade, cada vez mais comuns.
De acordo com estudos realizados pela “Panorama Mobile Time/ Opinion Box”, 30% das crianças de 4 a 6 anos possuem um dispositivo móvel próprio, o que mostra que progressivamente cedo crianças possuem acesso a essa tecnologia, que, segundo especialistas, causa problemas de vista, desvios posturais, podendo até mesmo acarretar o ressecamento da retina.
Dessa maneira, ocupar o tempo com esportes, leituras ou oportunidades para desenvolver habilidades artísticas, além de registrar quanto tempo se utiliza o celular são importantes para entender mais sobre esse vício e como superá-lo. O letramento digital nas escolas, permitindo com que os jovens entendam a importância de administrar o período de uso de forma correta, por meio de palestras e atividades interativas, mostrando como utilizar os benefícios dos celulares, é importante.
A presença dessa temática em filmes publicitários e campanhas alertando as pessoas sobre os riscos e consequências da nomofobia e a participação da família para acompanhar e controlar a forma como os jovens utilizam esses dispositivos são medidas necessárias para combater a nomofobia.


*Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte