Os riscos e as consequências da nomofobia

Por Carlos Sérgio Couras (Estudante)

A Guerra Fria foi um período frisado por conflitos entre os Estados Unidos e a União Soviética, a qual ficou marcada por invenções que transformaram o mundo, dentre elas o telefone portátil. Lamentavelmente, com desmesurada evolução, o celular é capaz de causar a nomofobia, o medo exacerbado de ficar sem o aparelho. Portanto, cabe analisar os principais fatores que favorecem esse quadro.
Primeiramente, é indispensável destacar que a sociedade se encontra em constante desenvolvimento e os avanços tecnológicos são consequências disso. Destarte, é racional fiars-e que é possível o surgimento de usuários que exageram no uso dos “smartphones”. Dessa forma, a nomofobia apresenta sintomas como o receio de socialização, o nervosismo quando não há celular disponível e o alcance da segurança apenas com a presença do aparelho. Segundo estudos da Universidade King’s College, um a cada quatro jovens é viciado em celular.
Efetivamente, o uso indiscriminado desse dispositivo causa riscos à saúde humana, visto que possivelmente promove não só problemas psicológicos, como o Transtorno de Ansiedade (TAG), mas também desespero, insônia e estresse, os quais comprometem atividades habituais. De acordo com Mahatma Gandhi, ativista indiano, temos de nos tornar a mudança que queremos ver. Dessa maneira, a dependência no telefone acarreta impasses preocupantes que não mostra sinais de desaceleração.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para alcançarmos uma sociedade integrada. Indubitavelmente, cabe ao governo transmitir propagandas publicitárias por meio de parcerias com redes de TV em horário nobre, disseminando informações sobre a nomofobia e seus riscos, a fim de orientar às pessoas. Ademais, cabe, ainda, ao Estado fornecer ajuda a quem se identifica com os sintomas de tal vício, por intermédio de acompanhamento psicológico disponibilizado gratuitamente, com a finalidade de ajudar os cidadãos a superar esse problema. Conseguinte, esses contratempos serão reduzidos.

* Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte