A influência dos meios de comunicação na sociedade brasileira

Por Yanne Duarte (Estudante)

Desde o advento da Globalização, as tecnologias tornaram-se o principal veículo na transmissão de dados, além de facilitadoras da inserção social. Dessa forma, a notoriedade dessas tecnologias, sobretudo da internet, resulta na sua influência determinante para com as diversas temáticas inseridas na sociedade atual. Contudo, essa proeminência deve ser policiada, pois nem sempre as informações repassadas são confiáveis.

Nos últimos tempos, redes sociais ganharam significativa dimensão. Isso deve-se ao fato de elas promoverem - principalmente em tempos políticos - uma espécie de “palanque”, no qual todos podem expressar suas opiniões, além de compartilhá-las. Por ora, as redes então ressignificaram os valores da liberdade de expressão, e, por isso, sua popularidade. Entretanto, essas mídias sociais não são de todo benéficas. Desde sua ascensão, casos de criminalidade virtual se acentuam, como: cyberbullying, furto de dados, falsidade ideológica, injúria e notícias falsas. Paralelamente, propiciam também outros delitos, por exemplo, racismo, pedofilia, intolerância religiosa, entre outros. Esse é o grande problema dos meios de comunicação, pois mesmo que contribuam como fonte de conhecimento e inclusão social, também disseminam ódio e informações ilegítimas.

Segundo o escritor brasileiro Augusto Cury, “aceitar passivamente todas as informações dadas é perigoso para aprisionar a inteligência”. Com isso, Cury exemplifica o famigerado caso das fakes news, muito semeadas durante as eleições de 2018. Elas são um exemplo do mau uso dos meios de comunicação. No quadro citado, foram usadas com o objetivo de espalhar notícias adulteradas, ludibriando o público eleitor a respeito dos candidatos. Devido à rápida propagação daquelas, e também à falta de procura acerca da veracidade das fontes, foram muito compartilhadas e fraudaram aqueles que não detinham de total instrução ou autonomia sobre a política da época. Por isso é essencial que, quaisquer que seja o assunto, sua divulgação seja vistoriada, começando por sua procedência.

É imprescindível que leis sejam feitas e efetivamente seguidas. Tem-se como exemplo a Lei Carolina Dieckmann, que pune aqueles que furtam dados privados de terceiros. Também é fundamental a iniciativa do Governo para redes protetoras, como a Humaniza Redes, que busca garantir a segurança na web, principalmente para crianças e adolescentes. Em suma, precaver-se contra os malefícios trazidos pelo meio midiático é essencial para o proveito eficaz do exorbitante conhecimento que pode ser fornecido.

*Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte