empty

Os desafios de reduzir o consumo de álcool entre os adolescentes brasileiros

empty

Os desafios de reduzir o consumo de álcool entre os adolescentes brasileiros

Os desafios de reduzir o consumo de álcool entre os adolescentes brasileiros

Gaslightting: a violência através da manipulação

Ditadura nunca mais!

Riscos do golpe militar no Brasil

 
 

Vídeos

REACT - Aprovação em Universidade dos EUA

Colunas

Empresas, comércio e miséria

ABI envia ao TSE representação contra Bolsonaro

Insurreição da Cultura

Entrevistas

"Professores estão sendo levados a exaustão na pandemia", diz especialista

Parceiros

Notícias

Gaslightting: a violência através da manipulação

Essencial para Enem, repertório cultural pode ser ampliado sem sair de casa

A GLAMOURIZAÇÃO DO ALCOOLISMO

Conheça os 5 golpes cibernéticos mais comuns direcionados a adolescentes e saiba como se proteger

  • Ditadura nunca mais!

    Ditadura nunca mais!
    Por Roberto Filho (Estudante)*

    “Que tempos são esses, em que temos que defender o óbvio?”. Esse é o famoso questionamento levantado pelo ilustre dramaturgo e poeta alemão Bertold Brecht, cuja obra tem forte caráter crítico à política elitista e excludente do século XX. A resposta para tal indagação seria: são tempos infelizes, cretinos mentirosos e projetos de déspota usufruem da delinquência e declaram seu mais profundo amor ao autoritarismo, ao mesmo tempo que promulgam seu rancor pelo poder popular (infelizmente quase apagado da realidade) e se alimentam de inverdades, canalhices e do desespero dos desafortunados.
    Primordialmente, porém, precisamos entender que a sede por poder vinda não só da classe militar mas também de outros setores como políticos e elites não é um fato recente. Desde os primórdios da nação que conhecemos atualmente como Brasil, conflitos sociais e ideológicos são incentivados em prol da manutenção do domínio de poucos (classes dominantes) em cima de muitos (nós, classe popular). Dois exemplos disso estão presentes em épocas não tão distantes da atual realidade do povo brasileiro, sendo esses o que conhecemos simbolicamente como “1937” e “1964”, ditaduras sanguinárias que abusaram do falso moralismo e da farsa da “Ameaça Comunista” durante o contexto da ascensão do movimento operário e da Guerra Fria, respectivamente. Em ambas as ocasiões, a escória golpista das Forças Armadas, da casta política nacional e das elites urbanas e agrárias estavam diretamente envolvidas, pregando falsas alegações e promovendo atos de violência como torturas, assassinatos e prisões arbitrárias para quem se opusesse a tamanhas atrocidades.
    Portanto, com essa realidade em mente, para resolver tamanha crise será necessário mais do que conversamos entre nós a respeito do assunto como se fosse uma casualidade de botequim. O principal medo daqueles que odeiam o povo é que o povo descubra que tem mais poder do que qualquer arma inventada pelo ser humano. Basta de termos que acordar todos os dias com a imposição de políticas que destroem os nossos direitos e legalizam nossa exploração descaradamente. Basta de aceitarmos que nossas almas e corpos sejam vistos apenas como produtos a serem vendidos por aqueles que detêm o capital e usufruem dele como usufruímos de nossos assentos sanitários. Basta de termos medo de agir, pois aqueles que nos odeiam têm medo que não tenhamos medo. Por isso, temos o dever de lutar por um país mais justo, democrático, popular e unificado, mas principalmente o dever de lutar pelos nossos direitos civis e pela liberdade, através da radicalização dos setores civis e dos movimentos sociais (nós mesmos).
    Só assim, nunca mais iremos repetir os erros que nos assombram, para que a liberdade fique acima de tudo e o povo acima de todos. Viva o Brasil!
    *Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte

  • Riscos do golpe militar no Brasil

    Riscos do golpe militar no Brasil
    Por Maria Clara Landim (Estudante)

    No dia 1 de abril de 1964, o Brasil ficou marcado por um dos seus piores momentos, conhecido como o golpe de estado de 64, que ocorreu a partir do colapso do mandato do 24º presidente da república, João Goulart, dando início a um dos períodos mais deploráveis da história do país: a ditadura militar. Enquanto uma parte da sociedade aplaudia a “revolução”, a outra sofria repressão. O que é considerado uma grande covardia, pois os golpistas militares tomaram posse dos princípios da legalidade, para deslegitimar a oposição, usando um discurso defensivo enquanto ministravam sua ofensiva contra os opositores.
    Como base primordial, precisamos lembrar da censura, que faz parte de um passado não tão distante da nossa nação. A propaganda a favor da ditadura mostra como esse fator funciona, a frase “Brasil, ame-o ou deixe-o” mostra como era imposta a censura política na entidade social. O cantor e compositor brasileiro Caetano Veloso é uma prova de que, na época, deixar o país foi uma das alternativas para escapar da perseguição e fez jus ao slogan da época. E todas as atrocidades cometidas pelo militarismo refletem em cabeças pensantes nos dias de hoje da importância de lutar contra a possível volta desse sistema.
    Devemos lembrar da frase dita pelo ex-presidente Emílio Médici: “O Brasil vai bem, mas o povo vai mal”. Nos dias atuais, essa frase não surte mais efeito, pois o país não está mais em suas boas condições. Por conta do atual desgoverno, a economia quebrada, o índice elevado da fome, o corte de verbas para a educação e saúde mostram como a afirmação encontra-se contraditória, e também o retrocesso do governo. “Que país é este?”, música composta no ano de 1987 pela banda nacional Legião Urbana, retrata com veracidade o momento descrito anteriormente, dando ênfase os trecho: “terceiro mundo se for, piada no exterior, mas o Brasil vai ficar rico quando vendermos todas as almas dos nossos índios no leilão”. O atual mandante da república se mostra atroz e bárbaro diante da população, e também um discurso que ameaça a volta do militarismo mostra a total desordem atual, e como coisas irão decair ainda mais se esse sistema for implantado.
    Portanto, formar a união da população é uma das melhores armas, o uso da palavra e da coragem para revolução são o maior medo daqueles que pregam sobre a volta da ditadura militar. “A cultura é uma coisa apavorante para os ditadores. Um povo que lê nunca será um povo escravo”, a frase do escritor português Antônio Lobo Antunes mostra exatamente a veracidade da tese defendida anteriormente. Destarte, devem ser compreendidos os direitos dos cidadãos, e assim, sabendo da sua liberdade o povo saberá o quanto precisa defender a sua honra e seus direitos.
    *Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte