Por Roberto Filho (Estudante)

Existem diferentes realidades em nosso país. Alguns têm mais condições que vários outros, muitos não têm condição de nada e isso afeta tanto as relações sociais, as carreiras e outras oportunidades, mas principalmente o aprendizado e o interesse em suas atividades escolares.
Pesquisas sociais mostram que 10 milhões de pessoas no Brasil não têm o ensino básico e que esse número cresce a cada ano por causa da evasão escolar. Geralmente, são pessoas de classes sociais mais baixas. Pessoas de classes sociais média ou alta tendem a ter mais interesse e principalmente tempo para suas atividades curriculares, enquanto os menos favorecidos, na maioria das vezes, trabalham para ajudar suas famílias e terem um sustento garantido.
A falta de interesse também é um fator determinante para todas as classes sociais, pois o aluno se sente entediado na hora do aprendizado, o que ocasiona o desinteresse e a falta de aprendizagem, prejudicando a si mesmo e à educação.
Uma das possíveis soluções para a falta de interesse é criar atividades mais criativas e que prendam a atenção do aluno, sem retirar o aprendizado que é necessário no currículo básico. E quanto aos alunos que trabalham e estudam, a Escola ou até mesmo o Estado podem criar programas de auxílio às famílias do aluno para que ele(a) não seja prejudicado(a), e que possam ter as mesmas chances e oportunidades que um aluno de classe mais elevada.
Auxílios nos estudos podem ser necessários para aqueles que estão apresentando maior dificuldade em relacionar e administrar seu tempo e vida social/estudantil, conversando e orientando quem precisar de ajuda.
A solução mais viável é diminuir a desigualdade social dentro das instituições de ensino, dando oportunidades iguais para todos os alunos.

* Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte