ENEM 2015
A menos de 30 dias para o exame, publicamos hoje dicas para a prova de redação do ENEM, adaptadas do site do Ministério da Educação, responsável pela elaboração, aplicação e correção das provas.
Senso crítico
Para muitos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a redação é um dos maiores desafios. Prova que vale até mil pontos e tem caráter eliminatório para quem tira zero, a redação pode fazer a diferença para quem pretende obter vaga na educação superior pública ou o acesso a programas educacionais do Governo Federal como o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A prova de redação do Enem é diferente daquelas aplicadas em outros vestibulares. Ela tem um diferencial: avaliar o aluno que termina o ensino médio, mas também avaliar se esse estudante se porta como um sujeito crítico diante da realidade. Além de argumentos, o aluno também precisa apresentar propostas de intervenção para se demonstrar como um sujeito crítico. É importante o estudante compreender o que é exigido pelo exame. A redação não pode ferir os direitos humanos, já que fala de um debate social para a promoção da dignidade. Além disso, a estrutura do texto tem de ser dissertativa, ou seja, um texto que exponha informações e apresente argumentos. No Enem, a redação deve ter no mínimo oito e no máximo 30 linhas, dissertativo-argumentativa.
Nota zero
Os participantes que fugirem do tema proposto, escreverem número menor de linhas do que o exigido ou deixarem a folha em branco podem receber nota zero. Textos que desrespeitem os direitos humanos também recebem nota zero.
Critérios de avaliação
No processo de correção das provas de redação, os participantes são avaliados em cinco competências, que valem, cada uma, até 200 pontos — domínio da norma-padrão da língua escrita; compreensão da proposta; capacidade de organizar e relacionar informações; construção da argumentação e elaboração de proposta de intervenção ao problema exposto. As redações do Enem são aferidas por dois corretores, de forma individual. Cada um deles atribui nota entre zero e 200 pontos a cada uma das competências. Caso haja diferença superior a 100 pontos entre as notas totais dos dois corretores ou de mais de 80 pontos em qualquer uma das cinco competências, a redação segue para um terceiro avaliador. Na hipótese de a discrepância continuar depois da terceira avaliação, a redação será corrigida por uma banca com três professores, que será responsável pela nota final.