Dicas para a redação do Enem

É recomendável fazer no início ou no meio da prova porque o conteúdo exige muita concentração

No segundo final de semana de novembro, cerca de 8,7 milhões de candidatos vão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio. No domingo (9), além das provas de matemática e linguagens, os estudantes farão também a redação. Nessa reta final, muitas dúvidas começam aparecer e por isso as professoras de português do Cursinho da Poli, Andrea Provasi Lanzara e Eva Nobre, responsáveis pelo curso de leitura e produção de gêneros textuais para vestibulares da Fundação PoliSaber, dão algumas dicas para quem está se preparando para o Enem. Em relação ao tema, Andrea e Eva destacam que a banca menciona a possibilidade de ser trabalhado dentro de quatro ordens: cultural, social, científica ou política. Importante ressaltar que temas científicos não são abordados desde 2008. “O último levantava a questão da preservação da Floresta Amazônica e sua relação com a produção das chuvas”, ressalta Eva Nobre. Para a professora Eva, neste ano há muitas possibilidades de temas para a redação do Enem. “Vale destacar os direitos civis: o protagonismo do Brasil com o Marco Civil da Internet; o racismo: como enfrentar a falácia da democracia racial no Brasil?; o esporte: integração social e inclusão; os 50 anos do golpe: memória e superação;  a mulher como ator social: avanços e retrocessos; as histórias de assédio sexual: os vagões femininos - forma legítima de direito ou forma de segregação?; as denúncias de trabalho escravo ligado à indústria da moda; discriminação social: o direito ao rolezinho; e água: como enfrentar essa crise?”, explica.

 

Andrea Provasi chama a atenção para a estruturação do texto e destaca que a banca examinadora pede ao aluno que desenvolva o raciocínio dedutivo. “Através da introdução, o estudante marca de modo claro e objetivo a sua tese. Assim, a argumentação é usada no desenvolvimento do texto para fundamentar a tese e apresentar na conclusão uma proposta de intervenção”, explica a professora.

Segundo a professora Eva, o estudante deve fazer a redação no início ou no meio da prova, deixar para o final é arriscado porque o conteúdo exige muita concentração. “A orientação é para que ao receber a prova, o candidato leia a proposta de redação, grifando a coletânea e anotando as palavras-chaves, assim ele vai para a prova objetiva que lhe ajudará a amadurecer as ideias”, orienta.

“Sempre que uma nova ideia surgir, o candidato deve voltar à proposta para anotá-la. Depois de 1h ou 1h30 de prova objetiva, ele pode iniciar a redação tendo o cuidado de não ultrapassar 60 minutos para a realização do texto”, completa a professora Andrea Lanzara.

 

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