Eleições em Iguatu
A semana política em Iguatu foi marcada por eventos decisivos. Na segunda-feira, 26, foi divulgada pesquisa da empresa Zaytec, registrada no site do TSE sob o número CE: 04202/2020. Segundo a pesquisa, a intenção de votos (estimulada) apontou a liderança do candidato Agenor Neto (MDB) com 44%, seguido do candidato e atual prefeito de Iguatu, Ednaldo Lavor (PSD) com 29,5%, e o até então candidato Marcos Sobreira (PDT) com 7,3%. A divulgação agitou os bastidores da política e provocou mudança de estratégias dos candidatos, inclusive a desistência de Marcos Sobreira, confirmada nesta sexta-feira.
Cenário
Com a saída de Marcos Sobreira e seu vice Willame Felipe (PT) da disputa, o páreo fica ainda mais polarizado entre o deputado Agenor Neto e o prefeito Ednaldo Lavor. Muitos eleitores de Marcos ainda estão definindo qual escolha farão. É natural que haja divisão. Aqueles que seguem o grupo liderado por Marcelo e Mirian Sobreira, pais de Marcos, tendem a anular o voto ou votar nos candidatos Samuel Alves (PTB) ou José Mácio (Psol). Já os simpatizantes e mais alinhados com o PT devem aderir em massa à campanha de Agenor Neto. Como são adversários de longa data, e praticamente não há diálogo entre eles, os grupos liderados por Agenor e Marcelo têm a mínima chance de marcharem juntos. Por outro lado, a forma como se deu o rompimento de Marcos com Ednaldo, por ser recente, ainda tem feridas abertas que impossibilitam uma aliança, além das mágoas dos funcionários que foram demitidos sumariamente após a cisão. De qualquer forma, quem ganha com a saída de Marcos da disputa é o candidato Agenor Neto.
Opção
Quem não se identifica com a polarização entre Agenor e Ednaldo, tem a opção de votar nos demais candidatos: Samuel Alves (PTB), José Mácio (Psol), Carlos (PSTU), Augusto (PMN) e tenente Mulato (PL). Destaque para a campanha de Samuel, que mesmo com as dificuldades impostas pelas reviravoltas de acordos, traições e rasteiras, além do viés financeiro e pouco espaço na mídia, tem se mantido coerente por meio do discurso e atitudes até aqui apresentados. Samuel tem recebido apoio, ainda que timidamente, que podem lhe dar voz como mais uma opção no meio político local. Eleição é a cada 4 anos, mas trajetória política se constrói todo dia.