O programa Mais Debates, apresentado por Silvani Soares e o professor José Roberto Duarte, recebeu no sábado, 26, dirigentes da AMI e a coordenadora do Fórum Microregional do Semiárido. Na pauta mulheres mastectomizadas e o programa de construção de cisternas.
AMI aniversaria e realiza debate sobre Mulheres Mastectomizadas
No primeiro bloco, conversamos com a presidente da AMI, Francinilda, Viana que falou das comemorações alusivas aos 28 anos da entidade. Ela ressaltou a luta e conquistas ao longo de sua existência. Na oportunidade convidou as sócias para o encontro às 14 horas e o jantar festivo na sede da entidade na Rua Monsenhor Coelho. Francinilda estava acompanhada das dirigentes da Associação Rosa Viva de Fortaleza, Rita Laura, Margelinda e Fausta Soares, que debateram o tema Mulheres Mastectomizadas, na roda de conversa na sede da entidade. Na entrevista, Fausta abordou o tema e destacou os dois anos da lei n° 11.664, que antecipa o acesso ao exame de mamografia para os 40 anos. “Esta lei também determina que o Sistema Único de Saúde (SUS) proporcione assistência integral à mulher diagnosticada com câncer de mama. Um assunto que é também de interesse do homem, que reflete no lar e no trabalho. As mulheres também resistem por falta de informação e por medo quando se detecta o caso”, disse.
Indagada sobre a realidade em nosso município, disse que não conhecia como se encontrava atualmente. “Mas há informação de que esteve quebrado por algum tempo”, frisou Francinilda. “Na roda de conversa de logo mais, poderemos levar outras informações acerca deste serviço e das políticas públicas direcionadas para a mulher em nosso município”, complementou.
Fausta Soares disse que com a vinda das Policlínicas, o governo deve colocar novos mamógrafos e as novas unidades deverão contar também com mastologistas e terão condições para realizar biopsias e possibilitando o diagnóstico precoce. Ela ressaltou que tem sido uma luta constante e que através da mobilização foi possível conseguir este benefício. “Inclusive em alguns casos tivemos que recorrer à justiça”.
Programa de construção de cisternas
Maria de Jesus é coordenadora do Fórum Microregional, e falou da importância da construção de 400 cisternas em nossa região através do programa coordenado pela Articulação do Semi-Árido (ASA), uma coalizão de mais de 750 entidades e organizações da sociedade civil de 11 estados - Igrejas Católica e Evangélica, ONGs de desenvolvimento e ambientalistas, associações de trabalhadores rurais e urbanos, associações comunitárias, sindicatos e federações de trabalhadores rurais, movimentos sociais, organismos de cooperação nacionais e internacionais, públicos e privados.
Ela explicou ainda que o programa de construção de cisternas reforça o processo de organização da sociedade civil. “Para ser incluído no programa, o município precisa ter Fórum Popular de Políticas Públicas ou Fórum de Orçamento Participativo, o que tem contribuído para a criação ou reativação de instâncias de participação da sociedade civil. Algumas pessoas estranham a construção de cisternas em nosso município, quando somos privilegiados pelos açudes. O sítio Baixas contrasta com a realidade e outras áreas onde o consumo é de péssima qualidade. Por isso a construção de cisternas se faz necessária estocando-a para os períodos de estiagem. É uma solução simples, relativamente barata e que pode pôr fim definitivamente à falta de água para o consumo humano em todo o Semiárido, respeitando o meio ambiente, não produz resíduos, preserva os lençóis freáticos e reduz o escoamento superficial, contribuindo para evitar a erosão”, declarou.
Com relação ao meio ambiente, veio à tona o polêmico assunto sobre o aterro sanitário e obras que estão sendo projetadas para o município. “Sobre a suspensão da obra do aterro sanitário, aguardamos um desfecho prudente, após as decisões tomadas pelo Ministério Público desde março, apesar de o município colocar na pauta de inaugurações. Com relação às obras que estão sendo anunciadas, temos uma preocupação, principalmente aquelas que estão projetadas em área de preservação ambiental, entre elas o caso do Centro de Eventos. As obras fazem parte de uma área de 126 mil metros quadrados. Chamo atenção para o caso da lagoa da Bastiana, por se tratar de APA – Área de Proteção Ambiental, conforme a Lei 170/2001, sancionada na gestão do prefeito Hildernando Bezerra. O acompanhamento vem sendo feito pela Associação dos Atingidos pela Violação dos Direitos Humanos, Associação dos Produtores do Fomento, Associação de Moradores da Gameleira, e pelo Fórum Microregional, associações comunitárias e sindicatos”, finalizou.