Sábado, 26 Setembro 2020 12:11

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A importância da criticidade na educação brasileira

Por José Lauro Almeida (Estudante)

Segundo Aristóteles, grande pensador da Antiguidade, o conhecimento é de suma importância para a obtenção da plenitude na essência humana. Entretanto, de maneira análoga ao contexto atual, essa ideia é deturpada, tendo em vista a baixa criticidade dos alunos nos ambientes escolares brasileiros. Nesse contexto, em razão de alguns docentes se sentirem superiores e da ausência de debates, emerge um problema complexo que precisa ser revertido.
Em primeira análise, é necessário evidenciar que o totalitarismo empregado por alguns professores é uma causa latente no problema. De acordo com o conceito de “Banalidade do Mal” de Hannah Arendt, o qual afirma que quando uma atitude hostil ocorre constantemente, a sociedade para de vê-la como errônea. Dessa forma, essa situação infelizmente ocorre diariamente em salas de aula, em razão de docentes autoritários que não permitem o diálogo, logo, deixando o ambiente de ensino monótono.
Ademais, vale ressaltar ainda a falta de debates no setor educacional brasileiro. Conforme Michel Foucault, em sua teoria sobre as instituições de sequestro, as redes de ensino priorizam a ordem e a disciplina em detrimento da inserção do indivíduo na sociedade. Nesse sentido, as classes na maior parte do tempo se ocupam em aprender apenas matérias de forma teórica, e esquecem de praticar o senso crítico do estudante.
Portanto, faz-se urgente intervir na problemática. Para isso, cabe ao Ministério da Educação ampliar debates com professores e alunos nas escolas, em períodos de contraturno por meio de círculos de conversação, a fim de que os indivíduos tenham uma maior liberdade de pensamento. Tal ação seria feita semanalmente, em que todos possam se expressar e questionar sobre vários assuntos. Assim, espera-se que os estudantes alcancem a plenitude da essência humana, defendida por Aristóteles.

*Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte

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José Roberto Duarte

Iguatuense, professor do ensino básico e do ensino superior, fundador da Oficina de Redação Professor José Roberto Duarte, formado em Letras pela Universidade Estadual do Ceará. Além da atuação educacional, é também colunista e diretor de redação do Jornal A Praça de Iguatu, e colaborador da rádio Mais FM 106,1

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