José Roberto Duarte

José Roberto Duarte, iguatuense, professor do ensino básico, formado em Letras pela Universidade Estadual do Ceará.
Além da atuação educacional, é também colunista e diretor de redação do Jornal A Praça de Iguatu, e comentarista esportivo da Mais FM 106,1.

Sábado, 04 Mai 2019 03:12

Furto de comida

Um dos assuntos mais comentados essa semana foi a prisão de um homem que furtou massa de pastel e salgados para alimentar a mulher e o filho famintos. Após constatarem que o homem agiu em desespero, policiais civis não só o libertaram como também lhe ofereceram uma cesta básica. Gesto sublime dos policiais não só no cumprimento da lei mas também pela atitude humana e solidária.

A culpa é do estado
Quando um indivíduo não tem emprego e/ou renda que possam lhe dar condição de comprar alimento para si e sua família, quem comete crime é o estado que não lhe oportuniza condições mínimas de sobrevivência e dignidade. Alimento, emprego, renda, moradia, saúde, segurança, educação são bens fundamentais para a conquista da cidadania. Os governos devem se esforçar mais para efetivar tais direitos a fim de promover a justiça e a igualdade e evitar que a pessoa opte pela degradação moral e constrangedora de pedir e pior ainda roubar para suprir suas necessidades.

Sábado, 04 Mai 2019 03:10

Semana Santa?

Temos ouvido muitas reclamações de cristãos católicos e protestantes sobre a perda do verdadeiro sentido da Semana Santa nos últimos anos. Realmente é deveras preocupante que a data tão importante para o cristianismo, assim como o Natal, venha sofrendo descaracterização de lamentarmos a morte e celebrarmos a ressurreição de Jesus Cristo. A cruz, símbolo cristão, foi substituída pelo chocolate. O comércio lucra com o costume pagão herdado dos judeus e romanos, quando o consumismo de peixe, chocolate, presentes, é mais importante que a meditação e a entronização com Deus e o Espírito Santo. Infelizmente, cada vez mais cresce o número de religiosos cuja religiosidade é vazia, tradicionalmente repetindo hábitos, dogmas e práticas que se afastam do cristianismo. Como dizia Mário de Andrade: “gente que cheira a religião e que não crê em Deus”.

Semana Santa X Carnaval
Outro aspecto do feriado da Semana Santa é a violência. Há décadas, o número de acidentes nas estradas, homicídios e outros tantos casos excedem a estatística do Carnaval, festa que tradicionalmente está ligada ao consumo de álcool, fator determinante para a prática de atos violentos. Basta olhar os jornais na segunda-feira após o feriado para comprovar através das notícias e dados. E é porque a Semana é Santa. Imaginem se não a fosse...


A partir de 1º de maio deste ano, Dia do Trabalhador, agentes públicos federais da administração direta e indireta não mais seguirão a forma de tratamento empregada por lei até então. O decreto publicado no último dia 12 de baril, no Diário Oficial da União, extingue, tanto na comunicação oral, quanto na escrita, tratamentos já em desuso. Entre eles, Vossa Excelência ou Excelentíssimo, Vossa Senhoria, Vossa Magnificência, doutor, ilustre ou ilustríssimo, digno ou digníssimo e respeitável. Independentemente do nível hierárquico, da natureza do cargo ou da função ou da ocasião, definido pelo segundo artigo do decreto, o único pronome de tratamento utilizado na comunicação com agentes públicos federais é “senhor”, flexionado no feminino e no plural. A mesma regra aplica-se às cerimônias e vale tanto para servidores e empregados públicos quanto para militares das Forças Armadas ou das forças auxiliares. A mudança também se estende a ocupantes de cargos em empresas públicas e sociedades de economia mista, entes da administração pública federal, ocupantes de cargos em comissão e de funções de confiança, autoridades como ministros de Estado e para o vice-presidente e presidente da República. A nova regra não se aplica apenas quando a comunicação se dá com autoridades estrangeiras e organismos internacionais e com agentes públicos do Poder Judiciário, do Poder Legislativo, do Tribunal de Contas, da Defensoria Pública, do Ministério Público ou de outros entes federativos.

Viva 31 de março!
Em 2019, o dia 31 de março marca os 18 anos do ininterrupto jornal A Praça, cuja primeira edição circulou no dia 31 de março de 2001. A presente edição, de número 940, chega às mãos dos leitores na véspera da maioridade daquele que nasceu com o propósito de ser “O Jornal de Iguatu”. Ao longo de quase duas décadas, o A Praça atravessou fronteiras, desbravou pautas, revelou histórias, marcou fatos, pessoas, trouxe à tona revelações, denúncias, entrevistas, polêmicas, e principalmente oportunizou a muitos talentos anônimos a publicação de textos em suas páginas, além de democratizar a informação dando vez e voz a pessoas e instituições, sem distinção e/ou censura.

Viva o legado A Praça!

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