Viva 31 de março!
Em 2019, o dia 31 de março marca os 18 anos do ininterrupto jornal A Praça, cuja primeira edição circulou no dia 31 de março de 2001. A presente edição, de número 940, chega às mãos dos leitores na véspera da maioridade daquele que nasceu com o propósito de ser “O Jornal de Iguatu”. Ao longo de quase duas décadas, o A Praça atravessou fronteiras, desbravou pautas, revelou histórias, marcou fatos, pessoas, trouxe à tona revelações, denúncias, entrevistas, polêmicas, e principalmente oportunizou a muitos talentos anônimos a publicação de textos em suas páginas, além de democratizar a informação dando vez e voz a pessoas e instituições, sem distinção e/ou censura.

Viva o legado A Praça!

Quinta, 02 Mai 2019 11:47

Violência contra a mulher

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Violência contra a mulher

O plenário do Senado Federal aprovou, na quinta-feira, 21 de março, um projeto de lei que determina prazo de 24 horas para hospitais comunicarem às polícias casos que apresentarem indícios de violência contra mulheres. A determinação vale para instituições de saúde públicas e privadas. Como sofreu alterações pelos senadores, o texto volta para análise na Câmara dos Deputados. Durante a discussão do PL, os senadores alteraram a redação inicial da matéria por meio de emenda. Inicialmente, o projeto estabelecia o prazo de 24 horas para comunicação de casos suspeitos ou confirmados. Os senadores, no entanto, preferiram usar o termo “indícios” em vez de “suspeitos”, com o argumento de que uma suspeita não pode atribuir a alguém a prática de um crime ou infração.

Na Câmara

Na última quarta-feira, 20, outro projeto de lei que dá atenção aos casos de violência contra a mulher foi aprovado, dessa vez pela Câmara. A maioria dos deputados decidiu que os centros de educação infantil devem dar prioridade a filhos de mulheres vítimas de violência doméstica. A relatora do texto, deputada Bruna Furlan, explica que, com essa medida, o juiz poderá determinar a matrícula dos dependentes da vítima em instituição de educação básica próxima ao local onde mora, independentemente da existência de vaga. Ainda de acordo com a parlamentar, o projeto garante a prioridade nesses casos até a conclusão da educação básica aos 17 anos, contemplando inclusive o ensino médio. A matéria agora será analisada no Senado.

Quinta, 02 Mai 2019 11:44

Jeová Barros se foi

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Na sexta-feira, 22 de março, Iguatu acordou não com a voz do radialista que por décadas embalou ouvintes com seu estilo marcante e original. A cidade despertou com o silêncio provocado pelo falecimento de Jeová Barros, que lutava há 10 meses para recuperar a saúde debilitada por complicações de diabetes e hipertensão. Ídolo do rádio local, Jeová marcou época nos microfones das emissoras AM. Ético, gentil, alto astral, exercia com alegria, competência e naturalidade o manejo da comunicação para a qual nasceu predestinado. Era profissional apresentando programa de variedades, de música, de notícias, de cultura regional, ou seja, amava o rádio com todas as suas nuanças. Habilidoso no trato com patrões, colegas e ouvintes, foi campeão de audiência na rádio Cidade/Liberdade com o programa “A Hora do Povo”, mesmo que companheiros de bancada se excedessem pelo viés político, que ainda hoje domina (abominavelmente) as rixas partidárias, mantinha-se lúcido, embora também tivesse preferências por determinado grupo político. Foi líder de audiência com o programa “Lembrei-me de Você”, com imensa participação dos ouvintes que visitavam o estúdio, mandavam cartas ou ocupavam as linhas telefônicas pedindo músicas. Foi mestre de cerimônias, produtor de eventos, apaixonado por cultura popular e pelo Vasco da Gama. Sua partida precoce deixa órfãos ouvintes e uma lacuna na radiofonia local. Foi juntar-se a outros ícones como Hugo Gouveia, Jota Jaime, Vasco, Marlene Teixeira, Ézio Assunção, Válter Sudário, Martinho Lutero, que também escreveram seus nomes nas emissoras locais e trabalharam com ele. Como legado, ficam os registros de sua voz nos arquivos das emissoras além de imagens dos eventos que promoveu e/ou participou. Aos familiares, nossos sinceros votos de pesar. Aos seus ouvintes resta apenas a saudade daquele que em vida soube fazer e cultivar amizades. Ave, Jeová! Descanse em paz!

 


Avança pedido de Registro das Matrizes do forró como Patrimônio Cultural do Brasil
Ceará é um dos Estados que estarão contemplados na pesquisa do Iphan que investigará a complexidade das Matrizes Tradicionais do Forró, sendo uma das etapas do processo de registro para avaliação do bem como Patrimônio Cultural do Brasil. O início dessa fase terá como marco o Seminário Forró e Patrimônio Cultural a ser realizado entre os dias 08 a 10 de maio, em Recife (PE).
O evento gratuito e aberto ao público reunirá forrozeiros, artistas, músicos, artesãos, e dançarinos, além de gestores públicos e culturais, produtores e pesquisadores de todo o Nordeste e de Estados com forte presença nordestina, que há décadas acolhem e ajudam a fortalecer as Matrizes Tradicionais do Forró, como São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Espírito Santo. E para que o dossiê resultante da pesquisa contemple a história, os atuais desafios e as perspectivas de continuidade das práticas sociais que formam as Matrizes Tradicionais do Forró, o Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI/Iphan) buscará a participação ativa das comunidades e atores sociais que mantém viva a tradição no país. As inscrições já estão abertas.

Sexta, 26 Abril 2019 23:31

As quatro mortes e o suicídio

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Contemporaneamente, o fenômeno do suicídio tem registrado um aumento sem precedentes. Estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicaram que em 2018 ocorreu um suicídio a cada 40 segundos, totalizando mais de um milhão de registros em todo mundo. A faixa etária mais atingida é a de jovens entre 15 e 29 anos de idade. Mesmo entre crianças e adolescentes dos 10 aos 14 anos, o suicídio é a sétima causa de morte.
O relatório da OMS indicou que entre os anos de 2007 e 2016 quase 110 mil pessoas tiraram a própria vida no Brasil. Se as tentativas de suicídio (nem sempre registradas) fossem somadas a esses dados, os números seriam ainda mais assustadores. A maioria dos estudos tem apontado transtornos de ordem psicológica entre as principais causas dessa tragédia mundial.
No entanto, penso que seja oportuno resgatar a contribuição de Émile Durkheim, fundador da sociologia, que na virada do século 19 para o 20 analisou esse fenômeno e concluiu que as causas de fundo do suicídio são de ordem social. Ou seja, o indivíduo que decide tirar a própria vida o faz principalmente a partir de uma conjuntura que o afeta profundamente em sua psique.

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Sobre o Autor

  • José Roberto Duarte, iguatuense, professor do ensino básico, formado em Letras pela Universidade Estadual do…

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