Por Fernando Buglia

Temos a sensação de que saber o tema de redação fará com o que o aluno tire uma boa nota nessa parte do Enem. Na verdade, isso não é, nem de longe, suficiente. Mas que ajuda, principalmente na argumentação, não há dúvidas. Claro que, além de já ter discutido e pensado no tema, é preciso que o candidato esteja bem preparado e informado sobre as regras específicas do Enem para redação. Em setembro de 2016, o INEP divulgou uma nova cartilha do estudante (clique aqui para acessar) com as regras e métodos de avaliação por competência da redação do ENEM. O manual pode ser consultado online e gratuitamente.

Com o aluno bem informado sobre o exame, agora sim é possível garantir que saber o tema da redação pode ajudá-lo. Sabe por quê? Porque para argumentar bem e demonstrar à banca examinadora seu conhecimento sociocultural é essencial estar bem informado sobre o tema proposto na redação. Por isso, selecionamos e trazemos a você os temas mais cotados para a redação do Enem 2017, levando em consideração o modelo da prova e o que costuma ser cobrado todos os anos, ou seja, um tema de importância social para a realidade atual brasileira.

Vale lembrar que nossa tentativa não é acertar exatamente o tema, já que não temos (nem nunca tivemos!) informações privilegiadas. O que queremos é aproximá-lo dos temas sociais relevantes na atualidade para guiá-lo em seu estudo e aperfeiçoamento para o exame. Esperamos que nosso chute chegue próximo! Nossa recomendação é que você estude os assuntos aqui propostos: pesquise-os, veja nossas recomendações e, principalmente, treine! É imprescindível que você faça redações sobre esses temas e outros que você julgar interessantes. 

Preparado para os temas?

1. Regulamentação do Trabalho Doméstico

A Proposta de Emenda Constitucional do Trabalho Doméstico, popularmente conhecida como PEC das domésticas, foi aprovada em 2013 e bastante discutida na sociedade desde então. De um lado, há o viés dos empregadores, que tiveram aumento de gastos para registrar o trabalhador doméstico. Por outro lado, há o aumento de direitos trabalhistas a essa profissão. Esse assunto também popularizou bastante com o lançamento do filme brasileiro “Que horas ela volta?”, escrito e dirigido pela Anna Muylaert. O filme completo está disponível no Youtube e é um bom guia para iniciar sua reflexão sobre o assunto.

Por Camila Dalla Pozza

A página do Portal Nacional da Educação (PNE), numa rede social, divulgou no último dia 18 de setembro uma foto com quinze possíveis temas da proposta de redação da edição deste ano do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Apesar de a própria página, em sua descrição, afirmar que não faz parte das redes sociais do Governo Federal nem é ligada com os canais de comunicação do Ministério da Educação e do Inep, pensamos que seria interessante discutir tal lista na publicação deste semana da coluna sobre a prova de redação do Enem.

Primeiramente, antes de discutir esta lista, gostaríamos de ressaltar duas coisas: em primeiro lugar, de nada adianta ler sobre ou estudar possíveis temas de propostas de redação para o Enem (veja nossa lista aqui) ou para qualquer outro exame, concurso ou vestibular e se esquecer ou deixar de lado o estudo da prática da leitura e da escrita, já que não há salvação para uma dissertação-argumentativa que não obedece a norma culta da Língua Portuguesa, que é incoerente, em que falta coesão textual, que não progride no que concerne a temática etc.

Em segundo lugar, é preciso considerar que, caso algum desses quinze temas seja o contemplado na proposta de redação do Enem 2017, talvez ele não seja colocado com esses comandos, ou seja, do mesmo modo em que foi escrito nesta publicação da página do PNE (imagem), já que todos eles podem ser abordados sob diferentes pontos de vista, sempre visando o viés social no contexto histórico, político e social do Brasil.

Vamos a uma pequena discussão sobre cada um dos temas listados na publicação da página do PNE. Hoje, abaordaremos sete temas e, na próxima semana, abordaremos os demais.

1. Consumismo e Ostentação: Na sociedade capitalista neoliberal em que vivemos, o consumo é um dos aspectos mais importantes, pois relaciona-se com a economia de uma país, já que se a população diminui o consumo por conta de uma crise, a indústria freia a produção, os empregados perdem seus empregos e este processo torna-se uma verdadeira bola de neve. Deste modo, o consumo faz parte da vida de todos, pois é necessário consumir para comer, beber, morar, vestir, locomover-me etc. Mas quando este consumo passa do que é item de primeira necessidade para o supérfluo, o consumismo pode ser encarado inclusive como transtorno psicológico, uma válvula de escape para os problemas. Considerando o contexto imediatista e de alta exposição que vivemos atualmente nas redes sociais, a ostentação atrela-se ao consumismo de tal modo que pode criar uma sociedade altamente exposta, consumista e que ostenta bens desnecessários.

Após rumores e especulações nas redes sociais e internet sobre possíveis alterações na forma de atribuição de nota da redação do Enem 2017 – Exame Nacional do Ensino Médio, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) garantiu que não mudará os critérios para correção das dissertações. O órgão vinculado ao governo se manifestou em resposta a solicitação feita pela equipe do site Guia do Estudante, especializado em grandes vestibulares e também no Enem. Na ocasião, o pessoal do portal questionou se o Inep não teria passado as mudanças aos milhares de avaliadores que realizaram recentemente curso de capacitação presencial em São Paulo, direcionado para quem disputa vaga na seleção para corrigir as provas escritas do exame.

As postagens divulgadas na mídia digital afirmavam que as mudanças eram relacionadas especialmente a 5ª competência, que versa sobre a conclusão / proposta de intervenção social. Em resposta, Luana Bergmann Soares, diretora de Avaliação da Educação Básica do Inep, rebateu o boato e ainda prometeu a divulgação de um documento oficial esclarecendo os critérios para avaliação e correção da redação: Não é verdade. Os critérios para a correção da Redação do Enem não mudaram, apenas estão mais claros para os avaliadores. (…) Em breve será publicada a versão 2017 da cartilha do participante a fim de auxiliar na preparação para o Exame. O Inep ainda fez questão de ressaltar que a única troca ocorrida de fato foi da empresa responsável pelo serviço, que antes era o Cebraspe (vinculado a UnB – Universidade de Brasília) e a partir deste ano passa a ser feito pela Fundação Vunesp, que faz parte do novo consórcio aplicador do Enem.

Regras e Critérios de Correção da Redação

“Seria o maior retrocesso nos direitos da criança e do adolescente no Brasil”

O UNICEF acompanha com preocupação a tramitação, no Senado Federal, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 33/2012, que propõe a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos de idade. O projeto de lei está na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pode entrar em votação nesta quarta-feira, 20/9. A redução da maioridade penal está em desacordo com a Convenção sobre os Direitos da Criança – da qual o Brasil foi um dos primeiros signatários – e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo essas normativas, os adolescentes não devem ser responsabilizados e tratados como adultos. Por isso, acertadamente, o ECA estabelece um sistema de justiça juvenil especializado e em separado do penal para pessoas menores de 18 anos.

Apesar de ter registrado avanços nos últimos anos, a educação no Brasil ainda apresenta dados insatisfatórios. É o que mostra o relatório Education at a Glance 2017 (Um olhar sobre a educação, em tradução livre), publicado hoje (12) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O documento traz amplo panorama sobre a educação em mais de 45 países. - os 35 da OCDE e vários parceiros (Argentina, Brasil, China, Colômbia, Costa Rica, Índia, Indonésia, Lituânia, Federação Russa, Arábia Saudita e África do Sul). O Brasil, inclusive, já pleiteou sua adesão formal à OCDE (veja abaixo).

No cenário da educação brasileira, alguns dados chamam a atenção. Em 2015, mais da metade dos adultos, com idade entre 25 e 64 anos, não tinham acesso ao ensino médio e 17% da população sequer tinham concluído o ensino básico. Os números estão muito abaixo da média dos países da OCDE, que têm 22% de adultos que não chegaram ao ensino médio e 2% que não concluíram o básico. O relatório, no entanto, mostra um avanço. Entre os adultos de 25 e 34 anos, o percentual de alunos que completou o ensino médio subiu de 53% em 2010 para 64% em 2015.


Você com certeza já ouviu falar em literatura de cordel, não é mesmo?
A literatura de cordel se disseminou no Brasil por volta do séc. XIX. Trazida pelos portugueses, esse gênero textual se adaptou e se espalhou pelo Brasil, mais precisamente na região nordeste. Esta maneira de fazer poesia se adequou a realidade brasileira e com o passar das décadas passou a ganhar novas faces. Comunicava casos, notícias e arte em poesia de determinadas cidades. Também, inspirou outras formas de arte como o roteiro de novelas televisionadas, como a obra de Dias Gomes: Saramandaia, inspirada no romance de Cordel, Pavão Misterioso.
A literatura de Cordel é mais evidente e também produzida até os dias atuais, na região do nordeste do Brasil. Mas, é possível encontrá-las também nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
Caracterizada pela xilogravura, esta arte se tornou particular em comparação a outros tipos de poesias. O nome “cordel”  é pelo fato de que, em tempos antigos, os folhetos eram expostos em cordões para serem vendidos nas feiras populares.
Antigamente, em especial na região do nordeste, os cordéis eram também recitados em praça pública em forma de canção. Hoje, essa maneira de fazer poesia de cordel tomou novas estradas. As recitações tornaram-se o repente: canção rápida e de rima improvisada, sobre determinados aspectos de tempo, espaço, personagens e situações.
Existe muita história, em muito mais que 500 anos de literatura de cordel. Vamos agora, mergulhar um pouco na história, conhecer como e onde surgiu este gênero literário e como chegou até nós.
Vamos conhecer também como são estruturadas as rimas e onde encontrar a literatura de cordel gratuitamente, online. Preparada(o) para essa viagem ao tempo? Vamos lá!
Como surgiu a literatura de Cordel?

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Sobre o Autor

  • José Roberto Duarte, iguatuense, professor do ensino básico, formado em Letras pela Universidade Estadual do…

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