José Roberto Duarte

José Roberto Duarte, iguatuense, professor do ensino básico, formado em Letras pela Universidade Estadual do Ceará.
Além da atuação educacional, é também colunista e diretor de redação do Jornal A Praça de Iguatu, e comentarista esportivo da Mais FM 106,1.

 Por Wandenberg Belém

O Exame Nacional do Ensino Médio - Enem realizado nos dias 04 e 11. No Ceará, de acordo com lista divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - Inep, ao todo, 119 municípios cearenses serão sede dos locais das provas. No Enem deste ano, 5.513.684 inscrições foram efetuadas em todo o Brasil, sendo 328.592 delas por candidatos no Ceará. As cidades com maior número de inscritos aqui no estado são: Fortaleza, Caucaia, Juazeiro do Norte, Maracanaú, Sobral, Crato, Itapipoca, Quixadá, Maranguape e Iguatu com 3.869 candidatos inscritos.
De acordo com a Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação, Crede 16, 2.417 alunos inscritos integram a rede estadual de ensino de 17 escolas em sete municípios da região Centro-Sul. Esse número corresponde a 98,6% do total de matriculados que é de 2.451 da 3ª série do ensino médio.
Neste município são nove os locais de prova: as escolas Lucas Emmanuel, Amélia Figueiredo de Lavor, Adauto Bezerra, Filgueiras Lima, CEJA; Liceu, Campus Humberto Teixeira, e IFCE, campus Cajazeiras e Areias.
Até sexta-feira, 02, candidatos participaram da maratona de estudos, de aulas, simulados e do II Grande Encontro de Redação, que aconteceu no auditório da CDL.

Revisão

O Professor Raphael Torres ajuda você a elaborar uma dissertação sobre “A importância da alimentação saudável nas escolas”.

Para preparar o candidato para uma Redação nota mil, os professores Eliane Campos e Rodrigo Peixoto debatem o tema “Como combater o preconceito linguístico no Brasil”. Eles refletem sobre as origens desse tipo de discriminação no nosso país e apontam possíveis caminhos para amenizá-lo. Fonte: TV Escola

O preconceito linguístico deveria ser crime
por Marta Scherre
Basta ser homem, estar em sociedade e estar rodeado de pessoas falantes que a língua - este sistema de comunicação inigualável - emerge. Ela se instaura e toma conta de todos nós, de nossos pensamentos, de nossos desejos e de nossas ações. Falar faz parte do nosso cotidiano, de nossa vida. A troca por meio das formas linguísticas é a nossa dádiva maior, nossa característica básica. É por meio de uma língua que o ser humano se individualiza, em um movimento contínuo de busca de identidade e de distinção. É isso, enfim, que nos torna humanos e nos diferencia de todos os outros animais.


O que é uma proposta de intervenção? Como se certificar de que ela seja considerada viável pela banca?

Por Paulo Montoia

A redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é avaliada de acordo com cinco competências. Cada competência vale de zero a 200 pontos e a nota final corresponde à soma dessa pontuação – podendo chegar a 1000 pontos, portanto.
Quatro desses cinco critérios envolvem, basicamente, saber escrever e argumentar bem. Mas o quinto é um pouquinho mais complicado: ele exige “elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos”.
Isso quer dizer que a redação deve não apenas apresentar uma tese sobre o tema, apoiada em argumentos consistentes, mas também oferecer uma proposta de intervenção na vida social. Mas o que isso significa na prática? O Enem espera que o estudante encontre em poucas horas uma solução para um problema complexo? Como se certificar de que a proposta apresentada seja considerada viável pela banca? Tenha em mente o seguinte:
1. A prova pede uma intervenção, não uma solução


O teste foi aplicado em mais de oito mil candidatos de diversas áreas
Muitos candidatos a vagas de estágio e aprendizagem perdem as oportunidades por alunos de conta de deslizes na língua portuguesa. Nas etapas de seleção, exames ortográficos e redações são os principais testes e servem para filtrar os melhores participantes. A fim de avaliar esse cenário, o Nube - Núcleo Brasileiro de Estágios realizou pesquisa com mais de oito mil concorrentes. Um ditado, com 30 palavras do cotidiano, como “exceção”, “textura”, “artificial”, “autorizar”, “licença” e “desperdício”, foi aplicado. Quem cometesse mais de sete erros era eliminado. O desempenho ficou aquém do esperado.
Quase a metade dos 8.239 avaliados, durante todo o ano de 2017, não obteve sucesso. Foram 3.811 (46,3%) reprovados e 4.428 (53,7%) aprovados. Na visão da recrutadora Nardejane Silva, o dado é chamativo, pois a correta ortografia é imprescindível para qualquer profissão. “Uma falha gramatical em um e-mail direcionado a um cliente, por exemplo, pode comprometer a imagem do remetente e, consequentemente, da empresa. Por esse motivo, o português é um critério tão importante”, explica.
A taxa mais alta de desclassificação foi dos estudantes de 16 a 24 anos, com 46%. Já entre os adultos de 25 a 30, o percentual foi de 21%. O resultado pode ser devido ao pouco preparo dos menos experientes. “Há questões como falta de atenção e nervosismo, as quais, muitas vezes, predominam em um processo seletivo. Logo, devem ser trabalhadas desde cedo”, recomenda a especialista.

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