José Roberto Duarte

José Roberto Duarte, iguatuense, professor do ensino básico, formado em Letras pela Universidade Estadual do Ceará.
Além da atuação educacional, é também colunista e diretor de redação do Jornal A Praça de Iguatu, e comentarista esportivo da Mais FM 106,1.

Terça, 23 Junho 2009 21:52

Redação

Como escrever uma boa redação no vestibular
A prova de redação dos vestibulares do país visa a avaliar a capacidade de expressão na modalidade escrita da língua portuguesa. O candidato, geralmente, deve produzir um texto dissertativo com base em um tema especificado pela banca elaboradora da prova e na norma culta da língua.
De acordo com o professor de redação Vinícius Carvalho, a maior dificuldade do aluno ao tentar escrever uma boa redação é, justamente, começar: “O aluno que não faz um planejamento do que vai escrever perde minutos preciosos olhando a folha em branco”.
Para desenvolver sua capacidade de redigir textos, segundo o professor, o aluno deve, primeiramente, ler textos escritos por outras pessoas. Dessa forma, o indivíduo habitua-se ao discurso escrito e internaliza suas formas intrínsecas. “Além disso, o aluno deve atentar para a forma de seu texto, pois este deve adequar-se à tipologia cobrada pela prova. É importante que ele se lembre de que cada tipo de texto tem características próprias”.
Uma redação espontânea e natural, que possa agradar os dois lados da comunicação - o do vestibulando e o do examinador -, é uma boa dica. Para que isso aconteça, é essencial que o estudante mantenha-se atualizado aos acontecimentos do país e do mundo, lendo jornais e revistas e participando de debates. Assim, antes de produzir o texto, o aluno terá um bom conteúdo crítico e poderá decidir qual é o seu posicionamento frente ao tema, a fim de delimitar que aspectos ele irá abranger. “É fundamental que esse recorte seja dado para que o aluno construa sua linha de raciocínio. A partir daí, ele deve selecionar os argumentos que embasarão a exposição de seu ponto de vista. Com esse planejamento, o aluno já está pronto para escrever”, enumera Vinícius.
Escrever bem é redigir com clareza, coerência, coesão e objetividade, tendo-se em mente o uso da criatividade como ferramenta essencial para esse processo. Os critérios de avaliação mais abrangentes referem-se ao desenvolvimento do tema, à observância da apresentação, à tipologia textual, ao domínio da expressão escrita e à adequação à norma culta, como diz o professor: “Períodos longos, que atrapalham a leitura e confundem o avaliador; mera listagem de argumentos, sem aprofundamento das idéias; pontos finais separando orações principais e suas subordinadas são alguns dos erros mais cometidos”.
Embora caligrafia não conste dentre os quesitos avaliados pela banca, estudos comprovam que a letra influencia o avaliador. “Uma pesquisa colocou, dentre as redações corrigidas por um mesmo avaliador, dois textos idênticos quanto ao conteúdo, mas redigidas com letras diferentes - um padrão bom e um ruim. O texto com “letra feia” recebeu notas mais baixas na esmagadora maioria das vezes”, revelou Vinícius.
Até por influência das aulas de geografia e dos dados fornecidos nos jornais, alguns vestibulandos inserem estatísticas em suas provas de redação a fim de demonstrar domínio do tema. O aluno pode, mas deve evitar, nas argumentações, dados excessivos, porcentagens. “Só não pode inventá-los para dar maior credibilidade a seus argumentos”, aconselha Vinícius, “A banca quer que o aluno contextualize, discuta e conclua com suas próprias inferências o tema proposto”.
Afinal, como escrever bem? “Escrever, escrever e escrever. Só treinando o aluno conseguirá definir seu estilo de escrita, construir um discurso próprio, desenvolver autocontrole e aprender a articular suas opiniões. Deve escrever com simplicidade, usando palavras comuns, mas sem usar gírias ou linguagem coloquial. Não basta o aluno saber todas as normas gramaticais. Ele deve ter conteúdo crítico acima de tudo”, conclui o professor.
Terça, 23 Junho 2009 18:55

Leitura

Lê melhor quem lê a vida
Por João Augusto, da Brasil Que Lê - Agência de Notícias
Em 2007 foram 467 crianças e jovens, de 11 a 24 anos, beneficiados em atividades de leitura, escrita, passeios e produção artístico-cultural e literária, além do desenvolvimento de matérias e reportagens para jornal, internet, rádio e TV. Este é o projeto Lê melhor quem Lê a Vida, que teve início em 2001 e vem sendo realizado até hoje na cidade de São Mateus, no Espírito Santo, pelo Centro Cultural Araçá.
A ideia de unir várias atividades e meios de comunicação para inclusão social de crianças e jovens foi da pedagoga Margarida Maria Alacoque de Vasconcelos, mestre em lingüística. Ela verificou que o público que freqüentava o Centro Cultural Araçá tinha um bom desempenho quando se tratava de atividades práticas e artísticas; no entanto, nas escolas, eles não tinham essa avaliação. Ela percebeu ainda que o problema relacionava-se diretamente ao fato de pertencerem a famílias não-letradas que não valorizavam e não estimulavam o hábito da leitura aos filhos.
Nasce, então, o projeto, que apresenta uma proposta inovadora de estímulo à leitura e à escrita, através das diversas linguagens e mídias, despertando habilidades artísticas e técnicas. Igualmente, atende às expectativas da modernidade como proporciona geração de renda, qualificação e inserção de jovens no mercado de trabalho. Na prática, isto se dá pela promoção de cursos e oficinas de leitura e produção textual como poesia, textos jornalísticos, publicidade e propaganda, história em quadrinhos, roteiro para vídeos e programas de rádio e televisão, contadores de história, informática, fotografia, operação de câmera e vídeo, com vista à produção final dos mais diversificados veículos comunicação.
Outra ação importante é a Biblioteca Volante, que uma vez por semana vai a oito bairros, estendendo a leitura a mais 200 crianças e adolescentes. Na biblioteca fixa, o número de usuários aumentou em 25%.
A partir de 2002, o Lê melhor quem Lê a Vida recebeu o patrocínio da Petrobras, após ser selecionado em concurso nacional do Programa Geração da Paz. Em 2004, fez parte do Programa Fome Zero e, em 2008, do Programa Desenvolvimento e Cidadania. Também tem patrocínio do Banco do Nordeste Brasileiro (BNB) e do Instituto OI Futuro, além das parcerias com as escolas da rede pública.
Para conhecer um pouco mais sobre o projeto, visite o site www.projetoaraca.org.br ou entre em contato pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou, ainda, pelo telefone (27) 3763-5309.
Terça, 23 Junho 2009 18:48

Resumo Urca 2009.1

Terra Sonâmbula

Mia Couto é um inventor de palavras e um explorador de sonhos. Começo assim, directo, porque há que dizer o que tem de ser dito. O autor moçambicano é um dos mais lidos em Portugal mas apenas me chegou agora aos olhos, através do romance de 1992 Terra Sonâmbula. Futuros encontros aguardam-se, agora falemos deste livro.

Quem diz um livro diz dois, Terra Sonâmbula são duas histórias praticamente distintas contadas ao mesmo tempo. Num primeiro plano temos o menino Muidinga que não tem memória da sua infância, não sabe quem são os seus pais ou a sua família, e é tratado por Tuahir desde que se lembra, um velho que decidiu tomar o jovem debaixo da sua asa. Ao abandonarem um campo de refugiados, encontram num machibombo incendiado o seu novo poiso. Lá encontram também os cadernos de Kindzu que o menino lê todas as noites e onde o leitor vê o segundo plano da narração. A história de Kindzu é bem mais intrigante, jovem decide abandonar a sua terra para se tornar um Naparama, um guerreiro da paz, e acaba por se ver a buscar uma criança de uma mãe renegada, Farida. São histórias de busca, Tuahir só quer encontrar a paz, Muidinga quer encontrar o seu passado, Kindzu quer encontrar Gaspar, o filho de Farida. Tudo o que conseguem é encontrarem-se uns aos outros.

A leitura começa por se apresentar como difícil para um leitor novo no mundo de Mia Couto mas, simultaneamente, atraente. Como disse, é um inventor de palavras, palavras cativantes e sonoras que envolvem o leitor como num sonho, o que, aliás, se conjuga perfeitamente com a história. Isto para além de todos os regionalismos próprios do país africano. Ao nível linguístico, é um rebuçado. A espantosa qualidade de criação de palavras morfologicamente correctas é extasiante - se lhe imitasse o estilo, diria que Mia Couto faz brincacriação com as palavras - mas também extenuante. Para mim, pelo menos. A repetição constante de gerúndios inexistentes na língua portuguesa acaba por ter o efeito adverso ao pretendido, retira-lhes o significado. Ler Terra Sonâmbula pode ser uma experiência muito cansativa porque nos força, várias vezes por página, a reproduzir o processo que ocorreu na mente do autor para a criação de determinado vocábulo - o que não é necessariamente uma coisa má, antes pelo contrário, a literatura não é entretenimento, é literatura.

Falemos agora da narrativa. O conceito da história dentro da história, diga-se em verdade, não é novo mas não é isso que lhe retira mérito. No entanto, fica a sensação que Mia Couto não se propôs a escrever uma história dentro de outra, antes uma história ao lado de outra, a narrativa de Kindzu toma um papel muito maior que a saga de Tuahir e Muidinga. Foi, sem dúvida, aquilo que me pareceu menos conseguido. Dá a impressão que a história dos caminhantes começa com um grande fôlego, pelo meio resiste para se manter viva, e no fim tem um impulso mais ou menos repentino, por oposição aos cadernos de Kindzu que são um verdadeiro repositório de sonhos, imaginário e realidade. Pergunto-me se não funcionariam melhor como contos separados. A verdade é que mesmo com este pequeno senão, Terra Sonâmbula consegue ser um bom livro. Com mestria, mistura guerra e sonho, ilusão e paz, humanidade e sobrevivência, África e o resto do mundo. As tradições e superstições moçambicanas representam uma parte importante da trama e opõem-se à dura realidade de um país devastado pela morte. A mistura é de tal ordem que, a certo ponto, não se sabe se se sonha com a destruição ou com a vida, e a miséria é tão banal que o extraordinário é haver comida na mesa.

Terra Sonâmbula é, de muitas maneiras, um livro chocante. No entanto, o choque é atenuado pelo sonho e superstições africanas, para o leitor como para os viventes da narrativa. É um livro que nunca dorme, numa terra que tem medo de dormir, com personagens que, quando dormem, sonham com outros personagens que nunca dormem porque têm medo de dormir. É a realidade dentro de um sonho dentro da realidade de um sonho. Labiríntico, sem dúvida. Impressionante, definitivamente. Ficou-me, no entanto, um amargo de boca, talvez por levar expectativas diferentes ou demasiado altas, Terra Sonâmbula não me apresentou um Mia Couto como eu esperava conhecer. O que, diga-se, também não é necessariamente mau.

Referências Bibliográficas: Terra Sonâmbula, Mia Couto.

 

Terça, 23 Junho 2009 18:39

Redação no vestibular

Como escrever uma boa redação no vestibular
A prova de redação dos vestibulares do país visa a avaliar a capacidade de expressão na modalidade escrita da língua portuguesa. O candidato, geralmente, deve produzir um texto dissertativo com base em um tema especificado pela banca elaboradora da prova e na norma culta da língua.
De acordo com o professor de redação Vinícius Carvalho, a maior dificuldade do aluno ao tentar escrever uma boa redação é, justamente, começar: “O aluno que não faz um planejamento do que vai escrever perde minutos preciosos olhando a folha em branco”.
Para desenvolver sua capacidade de redigir textos, segundo o professor, o aluno deve, primeiramente, ler textos escritos por outras pessoas. Dessa forma, o indivíduo habitua-se ao discurso escrito e internaliza suas formas intrínsecas. “Além disso, o aluno deve atentar para a forma de seu texto, pois este deve adequar-se à tipologia cobrada pela prova. É importante que ele se lembre de que cada tipo de texto tem características próprias”.
Uma redação espontânea e natural, que possa agradar os dois lados da comunicação - o do vestibulando e o do examinador -, é uma boa dica. Para que isso aconteça, é essencial que o estudante mantenha-se atualizado aos acontecimentos do país e do mundo, lendo jornais e revistas e participando de debates. Assim, antes de produzir o texto, o aluno terá um bom conteúdo crítico e poderá decidir qual é o seu posicionamento frente ao tema, a fim de delimitar que aspectos ele irá abranger. “É fundamental que esse recorte seja dado para que o aluno construa sua linha de raciocínio. A partir daí, ele deve selecionar os argumentos que embasarão a exposição de seu ponto de vista. Com esse planejamento, o aluno já está pronto para escrever”, enumera Vinícius.
Escrever bem é redigir com clareza, coerência, coesão e objetividade, tendo-se em mente o uso da criatividade como ferramenta essencial para esse processo. Os critérios de avaliação mais abrangentes referem-se ao desenvolvimento do tema, à observância da apresentação, à tipologia textual, ao domínio da expressão escrita e à adequação à norma culta, como diz o professor: “Períodos longos, que atrapalham a leitura e confundem o avaliador; mera listagem de argumentos, sem aprofundamento das idéias; pontos finais separando orações principais e suas subordinadas são alguns dos erros mais cometidos”.
Embora caligrafia não conste dentre os quesitos avaliados pela banca, estudos comprovam que a letra influencia o avaliador. “Uma pesquisa colocou, dentre as redações corrigidas por um mesmo avaliador, dois textos idênticos quanto ao conteúdo, mas redigidas com letras diferentes - um padrão bom e um ruim. O texto com “letra feia” recebeu notas mais baixas na esmagadora maioria das vezes”, revelou Vinícius.
Até por influência das aulas de geografia e dos dados fornecidos nos jornais, alguns vestibulandos inserem estatísticas em suas provas de redação a fim de demonstrar domínio do tema. O aluno pode, mas deve evitar, nas argumentações, dados excessivos, porcentagens. “Só não pode inventá-los para dar maior credibilidade a seus argumentos”, aconselha Vinícius, “A banca quer que o aluno contextualize, discuta e conclua com suas próprias inferências o tema proposto”.
Afinal, como escrever bem? “Escrever, escrever e escrever. Só treinando o aluno conseguirá definir seu estilo de escrita, construir um discurso próprio, desenvolver autocontrole e aprender a articular suas opiniões. Deve escrever com simplicidade, usando palavras comuns, mas sem usar gírias ou linguagem coloquial. Não basta o aluno saber todas as normas gramaticais. Ele deve ter conteúdo crítico acima de tudo”, conclui o professor.
Terça, 23 Junho 2009 18:37

Aprender

Estudar pode ser chato, aprender, não

Aprender é um momento mágico que acontece quando a informação vira conhecimento. Isso é uma transformação que ocorre dentro do cérebro humano. É um click! Aquelas palavras encadeadas que procuravam dar sentido a um conjunto de informações, de repente, click! Viraram conhecimento.

Esse momento mágico é que devia ser o objetivo de qualquer escola. Ensinar a aprender. Ensinar a transformar informação em conhecimento e conhecimento em ação, que é o próximo passo.

Qual o objetivo do ensino regular? Preparar a pessoa para viver em sociedade, com um conjunto de conhecimentos que permita a ela se inserir nesse ambiente,  relacionar-se, produzir, consumir, enfim, viver!

Várias são as funções básicas para que isso seja possível. Uma delas é a comunicação, o uso da linguagem para exprimir idéias e sentimentos e compreendê-los. Outra é a matemática. A correlação quantitativa das coisas e eventos. Outra mais, a história. O relato dos “quês” e “porquês” que trouxeram o mundo em geral e o nosso país em particular até aqui.

Temos, ainda, as Ciências, tratando da natureza, do ser humano e das suas inter-relações nos níveis químico, físico e biológico. E o nosso ambiente? A Geografia, a ecologia, e as relações sociais.

Esse entendimento, que deveria ser primário, talvez não seja reconhecido pelos alunos como o objetivo do aprendizado. Talvez, para eles, o mais correto seria dizer: eu estudo para passar, ou estudo para me formar, ou estudo para ter um emprego e ganhar dinheiro.

A finalidade básica do aprendizado foi esquecida e, mais do que isso, foi deturpada. O estudo virou uma obrigação desagradável, como também o trabalho. Não precisa ser assim. Tanto um (estudo) quanto outro (o trabalho) devem ser atividades prazerosas. O aprender nunca é chato. Estudar, sim, pode ser.

Imaginem um indiozinho há 500 anos. Quando ele saía com o pai, para aprender a caçar ou pescar, o que era isso? Uma atividade lúdica cuja finalidade era bem clara e que, concretizada, habilitaria o jovem índio para o futuro.

Essa correlação se perdeu atualmente em função da variedade e complexidade das informações e conhecimentos que temos disponíveis para nós e que precisam ser usadas para produzirem informações, ações e conhecimentos que poderemos usar e vender para o nosso sustento.

Alunos, pais e professores devem descobrir como fazer para que os jovens sintam, como o jovem índio, que aquele aprendizado tem valor e, além disso, é gostoso.
Essa deve ser a nossa busca.

Nossos jovens que estão hoje na faixa do vestibular, em torno dos 18 anos, trabalharão cerca de 50 anos até a aposentadoria, se até lá ainda existir essa figura. Nesses 50 anos, trocarão de profissão, em média, meia dúzia de vezes. Serão técnicos do assunto A, depois gerentes, depois o assunto A vai virar B, a tecnologia criará C, que derivará em D e, assim, sucessivamente.

O aprendizado na faculdade estará tão datado quanto um litro de leite no mercado. Teremos prazo de validade para o nosso conhecimento, que estragará se não for consumido a tempo, ou reciclado.

Temos a oportunidade agora com a Internet. As informações estão lá. Nunca antes pudemos estabelecer uma correlação tão forte quanto agora, entre o que podemos aprender e como podemos aplicar em nossa vida. Muitas das profissões hoje em dia (e cada vez mais) são substancialmente baseadas em informações e o seu tratamento. É o mundo dos bits (jornalismo, direito, tradução, pesquisas, economia, administração..,). Essas profissões serão quase que totalmente exercidas via Internet. Nas outras, que tratam do mundo físico (medicina, engenharia...) o componente informação será cada vez maior.

Precisamos aprender sobre processos e projetos, independente de “para quê”. Precisamos aprender sobre clientes e fornecedores, independente de quais sejam eles. A metodologia e a tecnologia empregadas vão ser as do momento. Não podemos nos apegar à nossa profissão original, porque não sobreviveremos. Vamos procurar sempre o porquê das coisas e saber que o “o quê” e o “como” são circunstancias.

Vamos aprender sobre pessoas, relacionamentos e comunicação. Entender o que motiva e o que afasta. Entender que apenas duas emoções movem a humanidade. O amor (prazer, satisfação, felicidade) que faz com que procuremos nos aproximar e o medo (dor, raiva) que faz com que procuremos nos afastar.

Aprender o que é natural e o que é cultural. Os dois são importantes. Comer é natural. Comer com talher é cultural. Necessidades fisiológicas são naturais. Usar o banheiro é cultural. Sexo é natural. Com camisinha é cultural. Entender que o cultural é vinculado ao tempo em que a ação se situa. Os conceitos de certo e errado e bem e mal são culturais e depende do que a sociedade combinou por meio de constituição, leis, portarias, regulamentos, códigos, acordos etc.

Quando será que nossos jovens vão aprender dessa maneira?

 

Paulo Barreira Milet é Bacharel em Matemática com MBA em Adm. Pública pela FGV-Rio.

Especialista em e-learning é o Diretor- Geral da Eschola.com.

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