José Roberto Duarte

José Roberto Duarte, iguatuense, professor do ensino básico, formado em Letras pela Universidade Estadual do Ceará.
Além da atuação educacional, é também colunista e diretor de redação do Jornal A Praça de Iguatu, e comentarista esportivo da Mais FM 106,1.


O que é uma proposta de intervenção? Como se certificar de que ela seja considerada viável pela banca?

Por Paulo Montoia

A redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é avaliada de acordo com cinco competências. Cada competência vale de zero a 200 pontos e a nota final corresponde à soma dessa pontuação – podendo chegar a 1000 pontos, portanto.
Quatro desses cinco critérios envolvem, basicamente, saber escrever e argumentar bem. Mas o quinto é um pouquinho mais complicado: ele exige “elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos”.
Isso quer dizer que a redação deve não apenas apresentar uma tese sobre o tema, apoiada em argumentos consistentes, mas também oferecer uma proposta de intervenção na vida social. Mas o que isso significa na prática? O Enem espera que o estudante encontre em poucas horas uma solução para um problema complexo? Como se certificar de que a proposta apresentada seja considerada viável pela banca? Tenha em mente o seguinte:
1. A prova pede uma intervenção, não uma solução


O teste foi aplicado em mais de oito mil candidatos de diversas áreas
Muitos candidatos a vagas de estágio e aprendizagem perdem as oportunidades por alunos de conta de deslizes na língua portuguesa. Nas etapas de seleção, exames ortográficos e redações são os principais testes e servem para filtrar os melhores participantes. A fim de avaliar esse cenário, o Nube - Núcleo Brasileiro de Estágios realizou pesquisa com mais de oito mil concorrentes. Um ditado, com 30 palavras do cotidiano, como “exceção”, “textura”, “artificial”, “autorizar”, “licença” e “desperdício”, foi aplicado. Quem cometesse mais de sete erros era eliminado. O desempenho ficou aquém do esperado.
Quase a metade dos 8.239 avaliados, durante todo o ano de 2017, não obteve sucesso. Foram 3.811 (46,3%) reprovados e 4.428 (53,7%) aprovados. Na visão da recrutadora Nardejane Silva, o dado é chamativo, pois a correta ortografia é imprescindível para qualquer profissão. “Uma falha gramatical em um e-mail direcionado a um cliente, por exemplo, pode comprometer a imagem do remetente e, consequentemente, da empresa. Por esse motivo, o português é um critério tão importante”, explica.
A taxa mais alta de desclassificação foi dos estudantes de 16 a 24 anos, com 46%. Já entre os adultos de 25 a 30, o percentual foi de 21%. O resultado pode ser devido ao pouco preparo dos menos experientes. “Há questões como falta de atenção e nervosismo, as quais, muitas vezes, predominam em um processo seletivo. Logo, devem ser trabalhadas desde cedo”, recomenda a especialista.


Candidatos devem concentrar esforços em trabalhar soluções de problemas e treinar habilidades de escrita para construir texto com calma e sem contradições; 1° prova acontece em 4 de novembro
Na virada do segundo semestre, quando o Exame Nacional do Ensino (Enem) começa a se aproximar, estudantes de todo do Brasil dão início a uma jornada de palpites sobre possíveis temas a serem trabalhados na redação da prova. Assuntos da atualidade, discussões que estiveram nas capas dos jornais, novas leis e acontecimentos marcantes, entram na lista de sugestões. Conhecido por propor temas de impacto social, em 2017 o Exame sugeriu que os estudantes refletissem sobre o “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil".
Para a coordenadora do curso de Letras do Centro Universitário Internacional Uninter e orientadora do Pré-Enem Uninter, Paula Reis, apesar da óbvia importância de trazer à tona a discussão sobre inclusão de surdos na sociedade, o assunto pegou diversos candidatos de surpresa devido à falta de preparação para pensar em soluções. “Não foi o tema que os surpreendeu, mas, sim, o fato de não estarem ainda habituados a refletir sobre o que os rodeia”, acredita.


Abuso da droga lícita acompanha muitos comportamentos de risco
Apagão de memória, acidentes ao volante, coma alcoólico e até mesmo abuso sexual. Essas são riscos do uso exagerado do álcool, substância cada vez mais presente na vida dos universitários, de acordo com Ana Regina Noto, professora-doutora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Saúde e Uso de Substâncias (Nepsis).

Com a sanção do Presidente Michel Temer e sua publicação da Lei nº 13.709, conhecida como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (“LGPD”) cria-se um marco legal sobre a captação, armazenamento e tratamento e uso de dados pessoais. Esta Lei, além de dispor sobre a proteção de dados pessoais, também altera alguns dispositivos da Lei do Marco Civil da Internet, nesta última, apenas para adequar seu teor à nova Lei.
A Lei foi sancionada com alguns vetos, tendo destaque o veto aos dispositivos que tratavam sobre a criação de um órgão regulador, denominado Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que seria responsável por garantir a aplicação da LGPD.
A justificativa para este veto deu-se em razão de um “vício de iniciativa”, isto é, o Projeto foi proposto por uma entidade que não possui competência para sua elaboração, ou seja pelo Congresso, quando deveria ter sido proposto pelo Poder Executivo, ocasionado uma inconstitucionalidade.
Outro ponto vetado foi quanto à aplicação de sanção de suspensão parcial ou total das atividades da empresa que não respeitasse o disposto em lei, em razão de possível insegurança aos responsáveis pelas informações.
Merece destaque, porém foi pouco abordado, é a obrigatoriedade das empresas que utilizam os dados pessoais terem um encarregado (responsável) pela proteção desses dados.

Calendário

« Novembro 2018 »
Seg. Ter Qua Qui Sex Sáb. Dom
      1 2 3 4
5 6 7 8 9 10 11
12 13 14 15 16 17 18
19 20 21 22 23 24 25
26 27 28 29 30    

Sobre o Autor

  • José Roberto Duarte, iguatuense, professor do ensino básico, formado em Letras pela Universidade Estadual do…

Parceiros