Sábado, 17 Setembro 2011 01:34

Câncer de testículo atinge mais jovens Destaque

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Atualmente, o câncer de testículo atinge de 3 a 5 homens brasileiros em cada grupo de 100 mil. A incidência é maior em brancos e jovens do que em negros. Não há uma causa específica para a doença, mas os médicos observam que a hereditariedade é fator determinante em muitos casos.

Confira a entrevista com o médico oncologista Volney Lima, da Oncomed-BH, e saiba mais sobre a doença.

1. Quais são os sintomas dessa doença?

O sinal mais comum é o aumento do volume de um dos testículos, normalmente indolor na fase inicial.

2. É possível preveni-la?

Não existem estratégias claras para sua prevenção e o que se deve incentivar é o diagnóstico precoce.

3. Que tipo de paciente tem mais chance de ter esse tipo de câncer? Jovens ou velhos?

O câncer de testículo ocorre com maior freqüência em pacientes jovens, sendo o tumor sólido mais comum entre homens de 15 e 35 anos idade. Há algumas condições que aumentam as chances de se ter o câncer: história de criptoquirdia (quando um ou dois testículos não descem para a bolsa escrotal) e diagnóstico de síndrome de klinefelter (quando o homem tem um cromossomo X adicional - XXY) . A incidência da doença é maior em brancos do que em negros.

4. A vida sexual influencia no aparecimento ou não desse tipo de câncer?

Não.

5. Há grande incidência dessa doença no Brasil? E no mundo?

Ocorrem cerca de 10.000 casos por ano nos EUA. No Brasil, a incidência é de 3 a 5 casos para cada grupo de 100.000 indivíduos.

6. Pode ser hereditário?

Associação familiar vem sendo reportada, principalmente entre irmãos.

7. Cigarro e cerveja podem aumentar as chances de um homem ter esse tipo de câncer?

Não.

8. Tem cura? Se sim, como é o tratamento?

O câncer de testículo é uma neoplasia curável na maioria dos casos. O tratamento consiste inicialmente na retirada do testículo, que deve ser feita por urologista utilizando a via inguinal (virilha). Os demais tipos de tratamento são empregados dependendo da fase em que a doença é diagnosticada e incluem quimioterapia, radioterapia e cirurgia com retirada de gânglios retroperitoneais (gânglios linfáticos na porção posterior do abdômen). Importante mencionar que esse tumor é curável mesmo em fases mais avançadas da doença, graças às altas taxas de respostas obtidas pelo tratamento de quimioterapia.

Ler 3614 vezes Última modificação em Sexta, 16 Agosto 2013 21:07
José Roberto Duarte

José Roberto Duarte, iguatuense, professor do ensino básico, formado em Letras pela Universidade Estadual do Ceará.
Além da atuação educacional, é também colunista e diretor de redação do Jornal A Praça de Iguatu, e comentarista esportivo da Mais FM 106,1.

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